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Nacional

Covid-19: Estados Unidos têm 1 milhão de casos em uma semana

Após aumento de casos estado da Califórnia decreta toque de recolher e Biden diz que não vai impor lockdown nacional

por Estadão Conteúdo

20/11/2020 - 05h00

Niyi Fote/TheNews2/Folhapress

Escola do Harlem, em Nova York, fechada: aulas só online

Los Angeles - Os Estados Unidos registraram mais de 1 milhão de casos de coronavírus em apenas uma semana, de acordo com dados Covid Tracking Project. O levantamento mostra que a maior potência econômica do globo enfrenta uma avanço exponencial do vírus, que já infectou mais de 11 milhões de pessoas no país e provocou cerca de 250 mil mortes.

Segundo o estudo, quase 80 mil pacientes estão internados neste momento nos EUA, um recorde desde o início da pandemia. A pesquisa conclui que não há sinais de que o pico da transmissão já foi superado.

Em meio a esse quadro, o Centro de Prevenção e Controle de Doenças (CDC, na sigla em inglês) recomendou que os americanos não viajem durante o feriado de Ação de Graças, na semana que vem. Na Califórnia, o governador Gavin Newsom decretou toque de recolher para a maior parte da população, a partir das 22h. "O vírus está se espalhando em um ritmo que não víamos desde o começo da pandemia e os próximos dias e semanas serão críticos para conter a alta", disse.

BIDEN

O presidente eleito dos EUA, Joe Biden, disse nesta quinta-feira, 19, que não imporia um bloqueio nacional para combater a pandemia de Covid-19, apesar do aumento de casos no país.

"Não vejo nenhuma circunstância que exija uma paralisação nacional total. Acho que seria contraproducente", disse Biden, que assumirá o cargo em 20 de janeiro, a jornalistas.

"Não vou parar a economia, ponto final. Vou parar o vírus", disse de seu reduto em Wilmington, Delaware, após reunião com governadores para discutir a resposta à crise, garantindo que seguirá as recomendações dos cientistas. "Repito, sem confinamento nacional", insistiu. "Porque cada região, cada comunidade, pode ser diferente".

 

Novo estudo: pico do contágio ocorre em cinco dias

Pessoas infectadas pelo novo coronavírus Sars-CoV-2 que desenvolvem a Covid-19 transmitem mais o vírus nos primeiros cinco dias após o início dos sintomas. Depois de nove dias de doença, nenhum vírus ativo - que pode iniciar uma infecção - foi encontrado em amostras, embora o material genético do patógeno possa ser detectado nessas pessoas semanas e até meses após o começo da infecção.

Os resultados são de um artigo publicado nesta quinta-feira (19) na revista científica The Lancet Microbe por pesquisadores de instituições do Reino Unido. Os cientistas revisaram dados de 98 estudos publicados entre 2003 e junho de 2020 com informações sobre a dinâmica da carga viral em pacientes de três coronavírus: o Sars-CoV-2 (79 artigos), causador da Covid-19, o Sars-Cov (8), que causa a Sars (síndrome respiratória aguda), e o Mers-Cov (11), que causa a Mers (síndrome respiratória do Oriente Médio).

Segundo os pesquisadores, os dados desses estudos indicam que os pacientes de Covid-19 têm a maior quantidade de vírus no nariz e na garganta (áreas consideradas pelos cientistas como as principais fontes de transmissão) logo quando os sintomas aparecem, e a situação permanece assim por cerca de cinco dias. No caso dos outros coronavírus pesquisados, o pico da quantidade de vírus nessa região do corpo aparece geralmente na segunda semana da doença.

Essa seria, portanto, uma das causas para o novo coronavírus circular entre as pessoas com maior facilidade do que os coronavírus anteriores, uma vez que o paciente com Covid-19 precisa fazer o isolamento de uma maneira muito mais rápida para evitar a transmissão da doença, afirmam os autores.

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