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G20: ONU fala em ruína com Covid

Tema principal, este ano, é como combater a pandemia do coronavírus e suas consequências do ponto de vista social e econômico

por Estadão Conteúdo

22/11/2020 - 05h00

Pippa Fowles/No10 Downing Stre

Premiê Boris Johnson afirmou que 2020 é um ano sem precedentes e destacou vacinas

Riad - O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, defendeu neste sábado (21), em um discurso antes da abertura dos dois dias de reunião virtual de líderes das 20 maiores economias do mundo (G-20) - este ano sediada pela Arábia Saudita -, que novos esforços sejam direcionados para atender às necessidades dos países em desenvolvimento. "Os países desenvolvidos podem se dar ao luxo de fornecer alívio para as suas sociedades, e estão fazendo isso, mas o mundo em desenvolvimento está à beira da ruína financeira e da crescente pobreza, fome e sofrimento indizível."

O tema principal do encontro este ano é como combater a pandemia do novo coronavírus e suas consequências do ponto de vista social e econômico. Na apresentação, Guterres também pediu aos líderes do G-20 um aumento nos recursos financeiros disponíveis para o Fundo Monetário Internacional (FMI). Segundo ele, ainda que o G-20 tenha estendido a iniciativa de suspensão da dívida por seis meses, esse movimento ainda não é suficiente, ressaltando que o efeito dominó das falências pode devastar a economia global.

Guterres comentou, ainda, que o mundo precisa de ações concretas para se recuperar após a pandemia do coronavírus, incluindo medidas que favoreçam a sustentabilidade climática. Além disso, afirmou que os avanços recentes nas vacinas para a Covid-19 "oferecem um raio de esperança", mas que elas precisam ser tratadas como um bem público global, para garantir que cheguem a todos.

Assim como já tinha feito na reunião de cúpula do Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) na terça-feira, o presidente Jair Bolsonaro defendeu, em seu discurso no encontro, a reforma da Organização Mundial de Comércio (OMC). O Brasil, segundo o presidente, defende avanços nos três pilares da OMC: negociações; solução de controvérsias; e monitoramento e transparência (leia mais na página 17).

O presidente da China, Xi Jinping, exortou os países do G-20 a reduzir tarifas e barreiras no comércio internacional para retomada da economia global e pediu às nações que controlarem a doença "dentro de casa". Em seu discurso, o líder chinês disse que é importante fortalecer o intercâmbio entre as nações, mas antes é preciso que cada país se esforce para combater seus índices de contágio.

O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, comentou que 2020 é um ano sem precedentes. Ele também destacou o desenvolvimento recente das vacinas e disse que o Reino Unido é favorável à distribuição igualitária do imunizante.

O premiê Giusepp Conte, da Itália, o próximo membro na presidência do G-20, a partir de 1 de dezembro, destacou que o coronavírus teve impacto na vida de todas as pessoas do mundo e que a cúpula reflete a agilidade do G-20 em promover a recuperação e encontrar soluções para o maior desafio enfrentado pela humanidade hoje.

 

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