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Grupo de pediatras considera que é seguro escolas infantis abertas

Eles afirmam que é preciso seguir todos os protocolos de segurança

por Estadão Conteúdo

22/11/2020 - 05h00

Escolas precisam ficar atentas e criar protocolos rígidos

São Paulo - Um grupo de mais de cem médicos pediatras do Hospital das Clínicas e do Hospital Albert Einstein divulgou manifesto neste sábado (21) a favor de manter as escolas infantis abertas, mediante protocolos de segurança, mesmo diante do aumento de casos de Covid-19 no Brasil nas últimas semanas.

De acordo com Luciana Becker Mau, médica infectopediatra do Hospital Albert Einstein e representante do grupo, os pediatras reconhecem o momento complexo e consideram a escola que segue os protocolos de segurança um local seguro para as crianças durante as diversas fases da pandemia.

"Até 6 anos está cada vez mais consolidado que a possibilidade tanto de infecção quanto de transmissão é pequena. Nunca é zero. Entre seis e 11 anos há um aumento dessa possibilidade e acima dos 11 anos já fica muito próximo do que acontece com os adultos", explica Luciana.

Segundo o manifesto, as crianças se infectam 2 a 5 vezes menos do que os adultos e não são consideradas disseminadoras em potencial do vírus. "A grande maioria das crianças é assintomática ou apresenta sintomas leves, principalmente os mais novos e, portanto, transmitem menos", disse Luciana.

A médica Luciana ressalta que o isolamento social prolongado traz muitos transtornos para a saúde mental e para o desenvolvimento infantil. "A gente vai ter que aprender a conviver com o vírus. Acredito que ainda vai demorar um tempo para voltarmos a viver padrões que vivíamos antes.

Um levantamento feito pelo Estadão mostrou que a maioria das escolas particulares na capital paulista teve no máximo dois casos de covid entre os alunos ou entre os professores desde que foram abertas, há pouco mais de um mês.

A reportagem questionou 20 dos maiores colégios da capital e 14 deles concordaram em responder ao levantamento. Somadas as escolas, elas têm recebido mais de 7 mil estudantes em atividades presenciais e cerca de 2,5 mil docentes e funcionários. Para especialistas, o número é baixo e indica que a escola não é o principal local para risco de infecção.

 

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