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Pandemia: SP já estuda restrições

Dados acendem alerta: Capital tem 63% dos leitos de enfermaria ocupados; Estado ultrapassa 1,2 milhão de casos

por Estadão Conteúdo

27/11/2020 - 05h00

GovSP

João Gabbardo, do Centro de Contingência

São Paulo - A taxa de ocupação em leitos de enfermaria da Capital paulista chegou a 60% para hospitais estaduais e 66% na rede privada, segundo a Secretaria Municipal de Saúde. Com isso, o prefeito Bruno Covas (PSDB) autorizou abrir 200 novas vagas no Município para evitar possível superlotação com pacientes da Covid-19. O Centro de Contingência ao Novo Coronavírus, do governo estadual de João Doria (PSDB), já analisa retomar restrições ao lazer em algumas regiões do Estado e atribui a alta de infectados, principalmente envolvendo jovens, a atividades de campanhas eleitorais.

Na semana passada, o Estado recomendou o adiamento de cirurgias eletivas (não urgentes) de baixa complexidade para desafogar os hospitais. O Centro de Contingência não disse que segmentos do lazer - como bares, parques ou cinemas - podem ser incluídos em eventuais novas restrições.

Várias regiões do País têm apresentado tendência de avanço na pandemia nas últimas semanas. No Rio, a taxa de ocupação de UTIs chegou a 93% e Santa Catarina colocou 13 das 16 regiões do Estado em nível elevado de risco de contágio. A prefeitura de Belo Horizonte ameaçou fechar o comércio outra vez se a Capital mineira não frear a transmissão nos próximos dias.

RETORNO

Apesar de a reclassificação oficial do Plano São Paulo (programa estadual de flexibilização da quarentena) ser anunciada apenas na próxima segunda-feira (30), o Centro de Contingência da Covid-19 já analisa voltar com as restrições para o lazer em áreas específicas do Estado. "Houve registro do aumento de casos positivos em todos os laboratórios, principalmente envolvendo jovens. Estamos imaginando que, se tivermos que fazer alguma restrição, será nas atividades de lazer e tentando preservar a atividade escolar, que teve o maior prejuízo na nossa história", disse José Medina, coordenador do órgão.

EVIDENTE PIORA

São Paulo se encaminha para o término da 48.ª semana epidemiológica, neste sáado após aumento nos casos, internações e óbitos pela Covid-19 no período anterior. "Com a normalização dos sistemas, tivemos na semana 47 uma evidente piora do cenário epidemiológico. Felizmente, quando comparamos os primeiros cinco dias desta semana com os da anterior, temos dados de melhora", afirmou João Gabbardo, membro do Centro de Contingência da Covid-19.

CORONAVAC

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), afirmou, em entrevista ao site Metrópoles, que, caso a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) não libere o registro da Coronavac, vacina contra a Covid-19, mas outros agências internacionais deem sinal verde para a mesma, a imunização da população poderia acontecer independentemente do aval da agência brasileira.

Números

Comparando apenas os primeiros cinco dias desta semana epidemiológica em relação ao mesmo período da anterior, houve queda de 11% dos casos, de 15% dos óbitos e aumento de 1% nos índices de internação pela Covid-19 no Estado, que registra 50% de ocupação nos leitos de UTI. Na Grande São Paulo, esse número chega 57,2%. Nas últimas 24 horas, o Estado registrou 172 óbitos e 4.523 infectados pelo novo coronavírus. Ao todo, já são 1.229.267 casos e 41.773 mortes pela doença em São Paulo.

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