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OMS: a intenção é aplicar mais de uma vacina contra Covid

Organização argumenta que mais dados sobre vacinas são necessários, inclusive a da Rússia já aplicada em soldados

por Estadão Conteúdo

28/11/2020 - 05h00

OMS minimiza a ação russa e pede divulgação dos testes

Genebra - A Rússia começou a vacinar seus militares contra Covid-19. No total, mais de 400 mil soldados serão vacinados, sendo 80 mil até o final de 2020, segundo anunciou o ministro da Defesa Sergei Shoigu, nesta sexta-feira (27). Em números de casosm, a Rússia é o quarto no mundo com mais casos da doença, atrás de Estados Unidos, Índia e Brasil.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) acredita que ainda são necessários mais dados sobre vacinas contra a covid-19 para se tomar posições definitivas, incluindo sobre desenvolvida pela AstraZeneca em parceria com a Universidade de Oxford, e a russa do instituto Gamaleya. "É encorajador que vários desenvolvedores tenham publicado seus protocolos", afirmou nesta sexta-feira em entrevista coletiva, a cientista-chefe da organização, Soumya Swaminathan, indicando que é importante que estudos e dados continuem a serem divulgados.

Para saber real eficácia das vacinas, é importante continuar acompanhando os participantes dos testes, sinalizou Swaminathan, já que a imunidade pode não ter longa duração. Sobre desafios logísticos, foi destacado que a intenção é usar a vacinas como a da Pfizer, que demandam grandes adaptações e investimentos para se armazenar, junto à outras com logística mais simples. A imunização deverá ocorrer com eficiência, destinando recursos à profissionais da saúde e pessoas com potencial alta transmissibilidade.

BRASIL

Questionado sobre a situação no Brasil, o diretor-executivo da OMS, Michael Ryan, afirmou que a lição da Europa é que países "que agem rápido e decisivamente tem melhor resultado", e que em federações como a brasileira, é importante "negociação com governos subnacionais". Ryan fez grandes elogios ao sistema de saúde brasileiro, em especial aos profissionais que foram expostos durante a pandemia.

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