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Polícia conclui o inquérito contra Dr. Jairinho e mãe de Henry Borel

Casal foi indiciado sob acusação de homicídio de menino e Câmara do Rio aprova denúncia que pode cassá-lo até julho

por Estadão Conteúdo

04/05/2021 - 05h00

Reprodução

O casal no dia da prisão, em 8 de abril: versão mudada por ela

Rio de Janeiro - Quase dois meses depois, a Polícia Civil do Rio de Janeiro concluiu o inquérito do caso de Henry Borel, menino que morreu aos 4 anos no apartamento onde morava com a mãe, a professora Monique Medeiros, 32 anos, e seu namorado, o vereador Jairo Souza Santos, 43 anos, conhecido como Dr. Jairinho.

Ambos foram indiciados sob acusação de homicídio doloso (intencional). O delegado responsável, Henrique Damasceno, indicou desde a prisão temporária do casal, em 8 de abril, que seriam empregadas a eles duas qualificadoras: utilização de tortura e impossibilidade de defesa da vítima.

A polícia terminou a investigação sem ouvir novamente Monique, como vinham pedindo os novos advogados da professora havia cerca de três semanas. Ela prestou depoimento em 17 de março, dias após a morte do filho, no qual disse que encontrou Henry caído no chão e omitiu episódios violentos prévios de Jairinho.

Depois, porém, escreveu cartas mudando sua versão e afirmando que tinha um relacionamento abusivo com o namorado.

VIROU RÉU

O Tribunal de Justiça do Rio aceitou a denúncia do Ministério Público contra o vereador Jairinho (sem partido) pelo crime de tortura contra a filha de uma ex-namorada. Na decisão que tornou o político réu pela acusação, a juíza Luciana Mocco Lima, da 2ª Vara Criminal de Bangu, ainda proibiu o parlamentar de manter "qualquer tipo de contato com a vítima e seus familiares", principalmente com parentes que são testemunhas na ação penal.

CÂMARA

A Câmara Municipal do Rio de Janeiro aceitou na tarde desta segunda-feira (3) a denúncia contra o vereador Jairo Souza Santos Junior, o doutor Jairinho. Agora será aberto um processo que deve terminar até julho e pode resultar na cassação do mandato de Jairinho. O vereador integrava o Solidariedade, que anunciou sua expulsão após a prisão do parlamentar. Nesta segunda-feira Henry completaria cinco anos.

Mãe do menino escreve cartas acusando advogado

Monique Medeiros, 32 anos, a mãe de Henry Borel, morto dentro de casa no início de março no Rio de Janeiro, escreveu na prisão uma nova carta com acusações ao primeiro advogado dela e do namorado Jairo Souza Santos, conhecido como Dr. Jairinho.

A segunda mensagem, divulgada pelo Fantástico (TV Globo), traz uma versão diferente do depoimento que Monique prestou à polícia. Na carta, Monique diz que o primeiro advogado só aceitaria o caso se eles se unissem e combinassem uma versão inventada. A defesa do casal custaria R$ 2 milhões.

Monique afirma desconhecer que estava levando o filho morto para o hospital e acreditava que ele tinha sido vítima de um acidente.

A defesa de Jairinho não quis se pronunciar.

Nos últimos dias, Monique também escreveu cartas ao filho Henry, ao delegado Henrique Damasceno, responsável pelo inquérito, à família dela e para Leniel, pai do menino.

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