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Uma pessoa morre e cinco ficam feridas depois de queda de deque em festa no RS

Acidente ocorreu na noite de domingo (18), em evento irregular em uma das ilhas de Porto Alegre

por FolhaPress

20/07/2021 - 17h10

Tiago Baldasso/IGP/Divulgação

Peritos analisam estrutura colapsada na segunda-feira (19)

Uma mulher de 26 anos morreu e outras cinco pessoas ficaram feridas depois que um deque se rompeu e desabou na Ilha das Flores, em Porto Alegre, durante uma festa clandestina, na noite de domingo (18).

Ana Elisa Andrade Genaro Oliveira morreu na madrugada de segunda-feira, com suspeita de afogamento. A causa da morte ainda será confirmada pela autópsia.

A Polícia Civil do Rio Grande do Sul estima que havia entre 80 e 100 pessoas no evento no momento do acidente -não há um número exato, porque não havia controle de entrada no local.

Cerca de dez pessoas teriam caído na água com o colapso da estrutura, número também baseado em estimativas preliminares.

Um homem, que seria o fotógrafo da festa, segue internado no Hospital Cristo Redentor, onde deve passar por cirurgia no tornozelo direito, segundo a assessoria do Grupo Hospitalar Conceição.

No local, onde funcionava um restaurante, conforme relatado em depoimentos prestados à polícia, estavam sendo realizadas duas festas de aniversário no domingo. Os responsáveis pelo espaço não retornaram o contato da reportagem até a publicação.

Segundo a delegada responsável pelo caso, Laura Lopes, além de lesão corporal (caso feridos queiram representar criminalmente contra os responsáveis) e homicídio, é investigado o crime previsto no artigo 268 do Código Penal -infringir determinação do poder público, destinada a impedir introdução ou propagação de doença contagiosa, que pode acarretar em pena de até um ano de detenção e multa.

"O que está sendo verificado é que, na verdade, havia uma festa ali, o que não poderia ocorrer", afirma a delegada.

Ela afirma ainda que a polícia tem vídeos do evento que mostram, além da aglomeração, pessoas sem máscara.

Entre as pessoas que podem responder pelos crimes, a depender da conclusão do inquérito policial, estão o produtor da festa, o locatário do espaço responsável pelo restaurante e o dono do imóvel.

Até o momento, foram ouvidas seis pessoas, entre elas o produtor, o locatário e feridos. A delegada afirma, porém, que há dificuldade para localizar pessoas que estavam no evento e que possam prestar esclarecimentos sobre os fatos.

Segundo peritos do IGP (Instituto Geral de Perícias), que estiveram no local na segunda-feira, a estrutura colapsada tinha aproximadamente 50 m2 e teria se rompido devido ao excesso de peso causado pela aglomeração. Foram identificados ainda pontos no entorno dela que indicam falhas de conservação. O laudo ainda não foi concluído.

A prefeitura de Porto Alegre afirma que não há registro de alvará de funcionamento para o local do acidente, no imóvel de número 22. O único alvará registrado era para o imóvel de número 21, autorizando apenas funcionamento de bar e restaurante, não a festa.

Também não há registro de denúncia sobre o evento irregular à Guarda Municipal, segundo a prefeitura, que tem intensificado a fiscalização a festas clandestinas desde o início do ano.

Ainda de acordo com dados do poder público municipal, só na região do arquipélago da capital, foram realizadas nove vistorias no primeiro semestre de 2021 e uma marina irregular foi fechada na última quinta-feira.

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