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Ministro culpa estados por falta de vacina

Queiroga diz que intervalo entre doses da AstraZeneca será diminuído: "Se seguirem o PNI, a eficiência será maior", diz

por Estadão Conteúdo

14/09/2021 - 05h00

Walterson Rosa/MS

Queiroga reuniu os secretários do Ministério e depois anunciou mudança no intervalo das doses

Brasília - Apesar da dificuldade em se encontrar vacinas de AstraZeneca em todo o País, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, afirmou nesta segunda-feira (13) que o intervalo entre doses do imunizante será diminuído de 12 para 8 semanas a partir do próximo dia 15.

Paralelamente, em reunião de secretários da pasta, ele fez críticas aos secretários estaduais, culpou os estados pela falta de vacina e por não seguir o PNI - Programa Nacional de Imunização, estipulado pela sua pasta.

INTERVALO

A redução do intervalo da Pfizer a partir de setembro já havia sido anunciado por Queiroga no mês passado. Já a CoronaVac tem intervalo menor, de 28 dias, e a da Janssen é de dose única.

Apesar das mudanças nos intervalos, os critérios adotados ainda diferem das recomendações das fabricantes. A Pfizer recomenda intervalo de 21 dias entre as doses e a AstraZeneca, de 12 semanas, como acontece hoje.

MUDANÇAS

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, disse que é preciso haver critérios para a intercambialidade da segunda dose da vacina contra a Covid-19. Ele criticou que ela ocorra quando há a falta do imunizante por um período curto.

Segundo o ministro, a intercambialidade, que é a aplicação da segunda dose da vacina diferente da primeira, poderia ocorrer na falta da AstraZeneca quando começar a antecipação da segunda dose no país.

"Se por ventura a AstraZeneca, por contas operacionais, faltar eventualmente, se usa a intercambialidade. Mas o critério não pode ser faltou um dia já troca senão a gente não consegue avançar [no plano de vacinação]."

CRÍTICA

A fala foi uma crítica aos estados e municípios que decidiram aplicar a segunda dose da vacina diferente da primeira, caso da Prefeitura de São Paulo, que aplicou Pfizer nas pessoas que não conseguiram tomar a segunda dose da vacina AstraZeneca (leia ao lado).

Ao ser questionado sobre qual o recado o ministro daria às pessoas que chegassem nos postos e não encontrassem a segunda dose do mesmo imunizante, ele disse que o recado seria para os gestores.

"Eu falo para os gestores de Saúde que eles sigam o PNI (Plano Nacional de Imunizações) e nós juntos vamos conseguir fazer uma campanha mais eficiente."

SP começa a aplicar Pfizer em atrasados

A partir das 14 horas desta segunda-feira, 13, as pessoas que estão com a segunda dose da vacina da AstraZeneca em atraso já poderiam se vacinar com a Pfizer em São Paulo. A decisão foi tomada na semana passada pela Secretaria Estadual de Saúde porque o imunizante da AstraZeneca está em falta no Estado.

De acordo com o governo estadual, a vacina da Pfizer estará disponível para quem deveria receber a segunda dose entre os dias 1º e 15 de setembro.

Para dar conta da demanda, o Estado diz ter distribuído 400 mil doses desse imunizante aos municípios durante o fim de semana.

Na capital paulista, a vacina da AstraZeneca está em falta desde a última quinta-feira.

TERCEIRA DOSE

Idosos com 85 anos ou mais já poderiam receber a terceira dose da vacina contra a Covid-19 nesta segunda-feira.

Em São Paulo, a terceira dose pode ser feita com CoronaVac, Pfizer, AstraZeneca ou Janssen.

 

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