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Anvisa dá aval à 3a dose da Pfizer

Entidade aprova dose de reforço da Pfizer para maiores de 18 anos e cobra passaporte da vacina para os viajantes

por Estadão Conteúdo

25/11/2021 - 05h00

Miva Filho/SES-PE

Novo lote de vacina da Pfizer é entregue em Recife

Brasília - A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou nesta quarta-feira, 24, que a Pfizer inclua a dose de reforço na bula da sua vacina contra o coronavírus. De acordo com o órgão, "as evidências científicas demonstram segurança e eficácia" na aplicação, recomendada para seis meses após a segunda dose, em pessoas de 18 anos ou mais.

A indicação da Anvisa é para que a dose de reforço seja utilizada em esquema homólogo, isto é, em quem também tomou as duas primeiras doses da Pfizer. A agência justificou a decisão com base em "dados de estudos científicos que indicam a diminuição dos anticorpos neutralizantes", "evidências de diminuição de eficácia da vacina" e o surgimento de novas variantes, como a Delta.

A Pfizer ainda firmou um termo de compromisso com a agência para apresentar dados complementares solicitados pela Anvisa. Os principais pontos a serem esclarecidos são sobre eficácia, imunogenicidade e segurança da dose de reforço; plano de gerenciamento de risco; e efetividade e segurança de "vida real".

Os dados de segurança e eficácia da dose de reforço da Pfizer para o uso heterólogo, naqueles que foram imunizados com a vacina de outro fabricante, ainda não foram disponibilizados pela farmacêutica e nem avaliados pela Anvisa.

VIAJANTES

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) propôs ainda que o governo federal cobre o certificado de vacinação contra a Covid-19 como forma de liberar a entrada de viajantes no Brasil.

A medida valeria para permitir a imigração por terra. Hoje as fronteiras estão fechadas, com algumas exceções.

Mas o presidente Jair Bolsonaro quer apenas abrir as fronteiras, sem cobrar o "passaporte da vacina", segundo integrantes do governo. A Anvisa enviou parecer ao Palácio do Planalto no último dia 12, após ser questionada sobre a ideia de Bolsonaro, mas não recebeu resposta.

Segundo relatos de integrantes do governo, a agência também sugere endurecer as regras para voos internacionais. A ideia é que viajantes façam quarentena de cinco dias, mesmo se apresentarem teste RT-PCR negativo para o novo coronavírus. A quarentena seria dispensada para quem estiver vacinado.

Hoje o governo cobra a apresentação do teste RT-PCR, mas não exige quarentena, apesar de a Anvisa sugerir esta medida há meses.

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