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Eleições 2022: Fachin e Bolsonaro divergem sobre Forças Armadas

Fachin diz que eleição é assunto de 'forças desarmadas'; Bolsonaro responde e garante que ninguém quer atacar urnas

por FolhaPress

13/05/2022 - 05h00

Pedro Ladeira/Folhapress

Ministro Edson Fachin faz declaração contundente

Brasília - O presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Edson Fachin, e o presidente Jair Bolsonaro voltaram a trocar farpas sobre a segurança das próximas eleições e participação dos militares nelas. Fachin disse nesta quinta-feira (12) que quem trata das eleições são as "forças desarmadas".

A declaração foi feita em um momento em que o presidente Jair Bolsonaro (PL) amplia insinuações golpistas, ataques às urnas e dias após o TSE negar sugestões das Forças Armadas ao processo eleitoral.

"A Justiça Eleitoral está aberta a ouvir, mas jamais está aberta a se dobrar a quem quer que seja tomar as rédeas do processo eleitoral", disse ainda Fachin à imprensa durante evento no tribunal para testes do sistema eleitoral.

TEMA CIVIL

Fachin afirmou que o trabalho das Forças Armadas para logística e administração das eleições é "proveitoso", mas que o processo eleitoral é um tema civil.

"Além disso, a contribuição [das Forças Armadas] que se pode fazer é de acompanhamento do processo eleitoral. Quem trata de eleição são forças desarmadas", disse Fachin.

"E portanto as eleições dizem respeito à população civil que de maneira livre e consciente escolhe seus representantes", afirmou ainda.

A REAÇÃO

O presidente Jair Bolsonaro (PL) por sua vez, disse que o presidente do TSE, ministro Edson Fachin, vê "fantasma" e que as Forças Armadas não interferem nas eleições.

"Eu não sei de onde ele está tirando esse fantasma que as Forças Armadas querem interferir na Justiça Eleitoral", disse Bolsonaro em sua transmissão semanal em redes sociais.

"Não existe interferência, ninguém quer impor nada, ninguém quer atacar as urnas, atacar a democracia, nada disso. Ninguém está incorrendo em atos antidemocráticos. Pelo amor de Deus! A transparência das eleições, eleições limpas, transparente, é questão de segurança nacional", continuou.

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