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Brasileira presa na Tailândia é condenada a nove anos

Defesa considerou positiva a pena e estuda a possibilidade de pedir perdão ao rei

13/05/2022 - 05h00

Reprodução

Aos 21 anos, jovem diz que não tinha noção do aliciamento

Belo Horizonte - Presa na Tailândia por tráfico internacional de drogas, a brasileira Mary Hellen Coelho foi condenada pela Justiça do país a nove anos e seis meses de prisão. A informação foi confirmada na manhã desta quinta-feira (12) pela defesa da jovem, por meio de nota publicada nas redes sociais. O julgamento ocorreu no último domingo.

De acordo com a advogada Kaelly Cavoli Moreira, a pena foi dividida em dois anos por crime civil e sete anos e seis meses por crime penal. A profissional informou ainda que aguarda a cópia do processo para "estruturar os próximos passos".

"Nós estamos na contramão de penas desumanas. Hoje, a minha alegria, em particular, é porque é uma pena considerada passível de pedido de perdão ao rei daquele país, ele abre essa possibilidade uma vez por ano e ainda tem o pedido de extradição", comentou Kaelly em seu perfil, destacando que sua cliente não tinha a menor noção de que estava sendo aliciada para o tráfico.

Mary Hellen foi detida ao desembarcar no aeroporto de Bangcoc, a capital tailandesa, em fevereiro deste ano, com cocaína na mala.

Outros dois brasileiros foram presos na mesma data no terminal. Os três saíram de Curitiba, no sul do Brasil.

PRISÃO NO BRASIL

Uma mulher foi presa há cerca de um mês,  em Curitiba, suspeita de aliciar três brasileiros presos com drogas na Tailândia. O trio levava 15,5 quilos de cocaína na bagagem. A mulher presa aparece em filmagens ao lado de dois paranaenses que embarcaram no aeroporto Afonso Pena, em fevereiro, com destino ao país da Ásia.

A Polícia Federal investiga o caso e diz que os dois homens já haviam viajado para o exterior, antes do período da pandemia, em situações suspeitas.

Foi a primeira vez que Mary Hellen viajou para o exterior. Ela deixou o emprego em Minas dizendo que iria trabalhar no Paraná. Não ficou clara a ligação dela com os dois homens embora tenham sido presos à mesma época.

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