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TSE conclui testes em urnas

Após três dias de testes, Justiça Eleitoral reafirma que voto eletrônico não pode ser adulterado e sistema está seguro

14/05/2022 - 05h00

Christine Peter, da Corte Eleitoral, evidencia a transparência

Brasília - Em meio à ofensiva do presidente Jair Bolsonaro (PL) contra o processo eleitoral, o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) concluiu nesta sexta-feira (13) a segunda rodada de testes de segurança nas urnas eletrônicas sem identificar fragilidades. Em um dos resultados do teste, o TSE informou que vai elaborar estudos para avaliar a possível redução da cabine de votação, para evitar a possibilidade de inserção de equipamentos externos ao aparelho de votação.

O chamado Teste de Confirmação foi realizado entre quarta-feira (11) e ontem, e se trata da segunda etapa do Teste Público de Segurança, por meio de ataques simulados. Na primeira etapa o TSE reuniu 26 investigadores que conduziram 29 tentativas de ataque às urnas eletrônicas. Deste total, apenas 5 planos foram considerados relevantes pela equipe técnica e foram reproduzidos ao longo desta semana, após melhorias conduzidas pela Corte. O objetivo era verificar se o TSE conseguiu blindar o sistema de votação dos ataques anteriores. E isso efetivamente ocorreu. Para a secretária-geral da Presidência da Corte Eleitoral, Christine Peter, a realização contribuiu para a robustez e a transparência do sistema eletrônico de votação.

"Gastei tempo discutindo a bobagem do voto impresso"

O ministro Luís Roberto Barroso, do STF (Supremo Tribunal Federal), afirmou que, enquanto foi presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), teve de gastar tempo "discutindo a bobagem do voto impresso". A declaração aconteceu durante uma palestra nesta sexta (13), no XXIV Congresso Brasileiro de Magistrados, em Salvador.

Na palestra, Barroso evitou falar diretamente do Brasil, dedicando seu tempo a países como Venezuela, Hungria e Rússia - utilizando-os como exemplo de regresso democrático. Mas falou da importância dos meios digitais dentro da democracia - focando, principalmente, nos perigos que a internet pode apresentar para o processo de manutenção da democracia.

"A internet virou um espaço onde se difunde ódio e desinformação e de propagação da intolerância", disse Barroso.

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