Bauru

Polícia

Ação da PF ataca esquema que já sonegou R$ 25 milhões

Órgão deflagrou operação em várias cidades, inclusive na região de Bauru

28/08/2021 - 05h00

Polícia Federal/Divulgação

Agente da Polícia Federal analisa documentos apreendidos

Na manhã desta sexta-feira (27), a Polícia Federal (PF), com apoio da Receita Federal do Brasil e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público Federal (MPF), deflagrou, em várias cidades paulistas, inclusive na região de Bauru, a Operação Jurumirim. A ação visa coibir um esquema milionário de sonegação de tributos e a ocultação de movimentação financeira de origem ilícita, relacionadas ao contrabando de cigarros e uso de 'laranjas'. Para se ter uma ideia, até ontem, as investigações já teriam identificado que aproximadamente R$ 25 milhões em impostos foram sonegados.

A operação contou com 80 policiais federais, que cumpriram 19 mandados de busca e apreensão expedidos pela 1.ª Vara Federal em Avaré em endereços nas regiões de Bauru, Avaré, Itaí, Botucatu, Sorocaba, Araçoiaba da Serra e Guarulhos.

De acordo com a PF, o trabalho foi realizado a partir de apurações que demonstraram, após diversas medidas autorizadas judicialmente, a criação de dezenas de empresas "de fachada", com a utilização de "laranjas" como sócias, com o intuito de promover os crimes.

O esquema investigado evidenciou que diversos empresários e seus familiares (os nomes não foram divulgados pela PF), com o apoio de escritórios de advocacia e de contabilidade, se utilizavam de escrituras em nome de terceiros e pessoas "criadas" exclusivamente para cometimento das fraudes.

'LARANJAS'

Ainda segundo o órgão, os investigados, por intermédio de "laranjas", também negociaram aeronaves, embarcações, veículos e caminhões destinados ao contrabando de cigarros, além de fazendas, imóveis residenciais e, até mesmo, um hospital. Entretanto, não foi divulgado em quais cidades foram realizadas essas transações.

Até o momento, foram identificadas sonegações que atingiram a soma de, aproximadamente, R$ 25 milhões, tanto em contribuições quanto em impostos de pessoas físicas e jurídicas, inclusive, em decorrência das inúmeras apreensões de cigarros ilegalmente transportados (mais de 4 milhões de maços apreendidos), informa o órgão.

Também foi determinada, judicialmente, a averbação de restrições nas matrículas de bens imóveis identificados como pertencentes aos investigados, incluindo-se uma fazenda e um hospital, adquiridos como produtos dos crimes de sonegação fiscal, adulteração de combustíveis e contrabando de cigarros, dentre outros, visando promover a ocultação dos valores obtidos com a prática dessas condutas.

CRIMES

As investigações continuam e os envolvidos poderão, em tese, ser responsabilizados pelos crimes de associação criminosa, sonegação fiscal, falsidade ideológica, uso de documento falso e lavagem, na modalidade ocultação.

 VEJA O VÍDEO:

'Jurumirim'

O nome da operação se deve ao fato da atuação de grande parte das empresas investigadas e dos principais envolvidos se situarem na região da represa de Jurumirim, em Avaré (125 quilômetros de Bauru).

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