Bauru

Polícia

Polícia Civil desmantela QG de falsificação de documentos

Em chácara no Vale do Igapó, eram confeccionados itens para aplicar golpes

por Vitor Oshiro

29/09/2021 - 05h00

Polícia Civil/Divulgação

No local, foram apreendidos diversos materiais, como carteiras de habilitação em branco, que seriam utilizados para a confecção de documentos falsos

A Polícia Civil, por meio da Divisão Especializada de Investigações Criminais (Deic) de Bauru, descobriu, na tarde desta terça-feira (28), uma chácara no Vale do Igapó que era utilizada como uma espécie de Quartel General (QG) de falsificação de documentos para a prática de crimes de estelionato. Diversos materiais, como CNHs e 'espelhos' de cédulas de identidade em branco, foram localizados.

As apurações foram realizadas pela Delegacia de Investigações Gerais (DIG) e o "start" foi a prisão em flagrante, no mês anterior, de um homem pelos crimes de estelionato e documento falso. "Na ocasião, P.C.F. (só as iniciais dos investigados foram divulgadas pela polícia) foi surpreendido com uma CNH falsificada para receber contêineres locados de forma fraudulenta junto a uma empresa de Bauru, os quais foram transportados para o município de Votuporanga e, lá, apreendidos e restituídos para a vítima", detalha Cledson Nascimento, delegado titular da DIG.

INVESTIGAÇÕES

Após essa prisão, as investigações prosseguiram e identificaram mais dois suspeitos de envolvimento nesses crimes: um mulher e um homem.

B.A.D., de 26 anos, é apontada pela polícia como a pessoa que fazia contato com as empresas e confeccionava os documentos falsos. Já J.V.K.T., de 31 anos, foi reconhecido fotograficamente por, em 11 de agosto, no Vale do Igapó, ter recebido outros dois contêineres, que, posteriormente, foram encontrados na região de São José do Rio Preto.

"Com isso, identificamos o imóvel onde o grupo criminoso se utilizaria para a produção dos documentos falsos, representando por ordem judicial de busca e apreensão", complementa o delegado.

PRISÕES

Assim, na tarde desta terça-feira, após vigilância e campana no local, foi feita abordagem a J.V.K.T., no momento em ele saía do imóvel alvo da busca. "No local, havia uma espécie de 'escritório' destinado à falsificação de documentos, contendo computador, impressora, dezenas de 'espelhos' de cédulas de identidade em branco, não só Estado de São Paulo, mas de outras unidades da Federação. Todas tinham gramatura similar às originais e simulação de filetes em sua constituição", relata Cledson Nascimento.

Foram localizadas, também, CNHS - algumas em branco e outras com fotos e dados falsos inseridos -, fotografias 3 por 4, impressos similares a papéis de escrituras públicas com selos holográficos, talões de cheques preenchidos, furador para simulação da inscrição IIRGD, papel tipo contact para envolver o impresso, impressões "teste" e uma CPU ligada contendo arquivos para tal finalidade, demonstrando, segundo o delegado, "de forma inequívoca que o local era o escritório central dos falsificadores".

A investigada B.A.D. não estava no imóvel, sendo apurado, segundo a polícia, que ela era a responsável pela confecção dos documentos. Já o autuado J.V.K.T. disse que apenas dirigia para a investigada e que sua função seria receber produtos e encomendas feitas por ela.

"Ele foi autuado pelos crimes de falsificação de documento e associação criminosa e encaminhado para Cadeia de Avaí. Já a B.A.D., que segue sendo investigada, possui antecedentes criminais pelo mesmo tipo de crime, sendo egressa da Penitenciaria de Pirajuí. Ela será indiciada no inquérito policial instaurado", finaliza Cledson Nascimento.

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