Bauru

Polícia

"Gianequini" pega 19 anos de prisão por roubo cinematográfico a banco de Bauru

Réu Tiago Ciro Tadeu Faria está preso desde o ano passado; material genético dele foi encontrado em objetos apreendidos

10/11/2021 - 10h48

Conhecido por “Gianequini”, o réu Tiago Ciro Tadeu Faria foi condenado a 19 anos, 8 meses e 25 dias de reclusão pelo roubo cinematográfico à agência da Caixa, em Bauru, registrado na madrugada do dia 5 de setembro de 2018, quando uma quadrilha organizada, com armamento pesado e explosivos, praticou o crime provocando destruição, prejuízos e muito terror à população.

Pelo menos 20 homens participaram da ação, sendo que “Gianequini” foi o primeiro a ser condenado. Ele foi condenado pela juíza federal Maria Catarina de Souza Martins Fazzio pelo crime de organização criminosa (6 anos, 1 mês e 15 dias de reclusão, além de 21 dias-multa) e roubo (13 anos, 7 meses e 10 dias de reclusão, além de 35 dias-multa). "Gianequini" estava preso preventivamente desde 20 de setembro do ano passado.

Durante o processo, verificou-se que seu perfil genético foi encontrado em dois objetos apreendidos após o assalto: em uma touca do tipo balaclava e em um fragmento de papel de guimba de cigarro. A touca foi encontrada no interior do veículo Mitsubishi Pajero blindado, com perfurações a bala, provenientes da troca de tiros com os policiais.

No interior do veículo foram encontrados diversos objetos que comprovam o seu uso na ação criminosa, como por exemplo rádios HT, carregadores de pistola, capacete, diversas munições, coletes à prova de balas, mochilas, bolsas, refletores portáteis, máscaras de gás, óculos de proteção e ariete metálico, consta na sentença. Já a guimba de cigarro, cuja análise identificou o perfil genético, estava no imóvel alugado pela organização criminosa para servir de base para o ataque à agência bancária.

Embora negue participação nos fatos imputados, ele não soube explicar por qual razão seu material genético fora encontrado nestes dois objetos apreendidos no cenário do crime. Insinuou que referidas provas podem ter surgido em virtude de possíveis irregularidades na atuação da Polícia Civil, que o perseguiria, porque ele e sua companheira, no passado, denunciaram policiais civis que a teriam extorquido, causando a prisão, condenação e a perda do cargo dos mesmos.

Para o juízo, no entanto, essa ‘perseguição’ não foi comprovada pela defesa de Tiago Ciro Tadeu Faria. Já sua participação no roubo, sim. Conforme o JC divulgou na época, a ação durou cerca de uma hora e resultou em uma intensa troca de tiros entre policiais militares e assaltantes. Os bandidos usaram até drone para monitorar a polícia.

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