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Escoltas de presos em Bauru e região caem de 897 para 125, redução de 86% em 3 anos

Estado instalou 56 salas de teleaudiência em 14 presídios; em 2019, havia apenas uma

03/06/2022 - 05h00

O Governo de São Paulo registrou queda de 86% nas escoltas de presos das 14 unidades prisionais em Bauru e região nos últimos três anos, passando de 897 em 2019 para apenas 125 no ano passado. O resultado, segundo o órgão, foi obtido após investimentos estaduais em tecnologia nos presídios, com a instalação de 56 novas salas de teleaudiências. Em 2019, havia apenas uma para toda a região.

O número de presos transportados também teve queda significativa em decorrência da aplicação intensiva das teleaudiências. De acordo com registros da Secretaria da Administração Penitenciária (SAP), houve 154 detentos transportados em todo o ano de 2021 na região. A redução foi de 96% na comparação a 2019, quando foi feito o transporte de 4.203 detentos.

NO ESTADO

Os dados da região de Bauru, segundo o governo, refletem a política pública de implementação de tecnologia em todos os presídios do Estado. "O crescimento exponencial do sistema de teleaudiências permitiu redução de 90% nas despesas estaduais com escoltas de detentos por agentes de segurança e policiais militares, em relação ao período pré-pandemia", destaca.

Em 2019, eram 39 salas de teleaudiência em todo o sistema prisional paulista, quantidade que saltou para 731 em 2021. Há três anos, o Governo de São Paulo foi responsável por 42.443 escoltas, montante que começou a desabar com a expansão da tecnologia. Em 2020, foram 9.609 escoltas, o equivalente a 22,6% do ano anterior. E, no ano passado, houve apenas 3.642 transportes de presos para audiências judiciais, ou apenas 8,5% das escoltas de 2019.

MENOS DESPESAS

Com menos deslocamentos entre presídios e tribunais, o Estado também reduziu drasticamente as despesas com escoltas. Em 2019, o gasto anual chegou a R$ 16,7 milhões. Um ano depois, caiu para R$ 4,4 milhões, correspondendo a uma economia de 75%. E, em 2021, o custo foi de R$ 1,7 milhão, o equivalente a cerca de 10% do verificado antes da expansão das teleaudiências.

"Há, ainda, outro reflexo positivo da ampliação tecnológica nos presídios paulistas. Com menos escoltas, mais policiais e veículos ficam disponíveis para patrulhamento ostensivo nas cidades. Ao longo de 2019, a Polícia Militar foi responsável por 25,5 mil operações de transporte de presos. Em 2020, o número caiu para 4.621, ou apenas 18% do total anterior. E, no ano passado, o trabalho da PM foi restrito a 1.367 escoltas, queda de quase 95% na comparação a 2021", conclui o governo.

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