Bauru e grande região

Política

Protesto contra reformas será na sexta-feira

Centrais sindicais, partidos e movimentos sociais pretendem reunir até 5 mil pessoas no ato em Bauru; manifestações estão marcadas em todo o País

por Thiago Navarro

29/06/2017 - 12h00

Malavolta Jr.
Wellington Jorge Braga de Oliveira, Ricardo Santana, Francisco Wagner Monteiro (Chicão) e Luciano Assis dão detalhes sobre o ato

As reformas Trabalhista e da Previdência e as terceirizações serão alvo de novo protesto na sexta-feira (30), em todo o Brasil. Em Bauru, o ato é organizado por centrais sindicais, movimentos sociais e partidos políticos, como PT, PSOL e PCO. A previsão dos organizadores é reunir cerca de 5 mil pessoas no Centro da cidade.

O protesto terá concentração a partir das 6h, em frente à Câmara Municipal, com ato público às 10h. Está prevista ainda panfletagens e uma passeata pela região central. Desde terça-feira, é realizada panfletagem em frente a empresas, nos Distritos Industriais e em locais de grande movimentação. O presidente do PT em Bauru e um dos organizadores do ato, Francisco Wagner Monteiro, mais conhecido como Chicão, salienta que a ideia é mobilizar os trabalhadores.

"Somos contra as reformas da maneira como estão sendo conduzidas, retirando direitos dos trabalhadores. O Brasil precisa sim de reformas, como a Tributária, taxando grandes fortunas, a Política, e mesmo a Trabalhista e Previdenciária, mas não para tirar direitos, e sim para trazer novos benefícios à população", declara Chicão.

A categoria dos eletricitários deliberou por paralisação ao longo desta sexta-feira, enquanto os motoristas do transporte coletivo manterão as atividades, mas com sinais de protesto. "Os ônibus vão circular, mas em fila indiana em avenidas de maior movimento, sinalizando o protesto dos motoristas. Já os eletricitários decidiram por paralisação na sexta (amanhã), são cerca de 500 pessoas", afirma.

Outras entidades participantes são a CUT, Força Sindical, Frente Brasil Popular, Frente Povo Sem Medo, Esquerda Marxista, Frente Anarquista de Luta e CSB. Entre os sindicatos, estão representados em Bauru e região o Sindluz, SindSaúde, dos Hoteleiros, Sifuspesp, Apeoesp, dos Químicos, dos Jornalistas, dos Calçadistas de Jaú, o Sintunesp de Botucatu, Oposição Bancária, Seaac, dos Metalúrgicos, dos Papeleiros de Jaú, e dos Trabalhadores em escritórios de empresas de transporte.

POR DIREITOS

Chicão reitera que a mobilização vai contra todas as reformas do governo do presidente Michel Temer (PMDB), e do próprio Congresso. "São reformas que prejudicam o trabalhador. Trata-se de um golpe. E não estamos falando de golpe contra o governo passado, da ex-presidente Dilma, ou contra o PT, mas sim contra o povo brasileiro, pois trata-se da tentativa de retirar direitos", enfatiza.

"É um ato fora Temer e por Diretas Já. Mas não adianta apenas o presidente sair, e assumir alguém indicado pelo atual Congresso. O povo tem o direito de decidir", pontua. "Estamos esperando mobilizar o maior número de trabalhadores possíveis e de todos os setores, inclusive do comércio central, das indústrias. É uma luta contra a retirada de direitos e que é de todos os trabalhadores", completou.

APOSENTADORIA ESPECIAL

Diretor do Sindicato dos Funcionários do Sistema Prisional do Estado de São Paulo (Sifuspesp), Wellington Jorge Braga de Oliveira, salienta que a categoria é uma das mais prejudicadas. "É importante que as atividades de risco ou com caráter insalubre continuem com a aposentadoria especial. É o caso de setores como segurança e saúde, por exemplo, professores também", defendeu.

NA REGIÃO

Além de Bauru, haverá protestos amanhã em cidades como Jaú, Botucatu e Avaré. O coordenador da Macrorregional do PT, Luciano Assis, garante que a mobilização é geral. “Em cidades menores também deve haver movimento de luta, mas, em Bauru, Jaú, Botucatu e Avaré, os atos devem ser maiores, até pelo porte das cidades, que são de referência na região”, relata.