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Política

Aditivo é autorizado e ETE deve continuar

O DAE irá se reunir com a empresa responsável para definir a data da volta das obras, mas a previsão é de que seja em janeiro de 2019

por Thiago Navarro

13/12/2018 - 07h00

A Prefeitura de Bauru autorizou o aditivo de cerca de R$ 8 milhões da drenagem subestrutural da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) Vargem Limpa para a empresa COM Engenharia. A avaliação da Caixa foi concluída e, com isso, o Departamento de Água e Esgoto (DAE) irá liberar o aditivo, frisa o presidente da autarquia, Eric Fabris. A previsão é que as obras sejam retomadas em janeiro de 2019 e que o início do tratamento ocorra em outubro do ano que vem. Já a conclusão das obras deve ficar para 2020, de acordo com o novo cronograma definido pelo governo municipal com o Ministério Público Federal (MPF).

O valor de aditivo foi solicitado pela COM Engenharia e, agora, os outros pedidos de aditivo estão em fase de avaliação pela prefeitura e DAE, mas, com a autorização da drenagem subestrutural, é possível retomar a obra. "A gente vai fazer uma reunião com a empresa na semana que vem para definir a retomada das obras. Com a liberação desse aditivo, já é possível mobilizar de novo as equipes, com a liberação dos outros aditivos depois, para a conclusão dos serviços dentro do prazo estabelecido", frisa. Todos os pedidos de aditivos somam cerca de R$ 23 milhões, conforme o Jornal da Cidade já divulgou.

Até o momento, cerca de 80% das obras civis da ETE foram concluídas e o que falta depende da liberação dos aditivos, devido a problemas do projeto.

O restante do valor é dos equipamentos que ainda vão chegar no começo do ano que vem. Alguns já serão instalados, enquanto outros de determinadas estruturas físicas.

VALOR TOTAL

A ETE vai tratar 95% do esgoto produzido na cidade e deve chegar a mais de R$ 153 milhões com os aditivos e reajustes - o valor original do contrato era de R$ 129 milhões. Desse total, o município conquistou R$ 118 milhões a fundo perdido do governo federal. O restante é custeado através de contrapartida, pelo Fundo de Tratamento de Esgoto (FTE), pago mensalmente pela população e que tem cerca de R$ 200 milhões na conta, portanto, valores suficientes para a conclusão da obra e começo da operação da ETE.

Na Câmara, a Comissão de Obras, que tem como presidente o vereador Manoel Losila (PDT), fez diversas reuniões para discutir o assunto e buscar agilidade no andamento dos serviços.