Bauru e grande região

Política

Capitão Augusto vai se dedicar a demandas regionais em Brasília

O deputado federal reeleito afirmou que estará mais perto da população a partir deste ano e que está de mudança de Ourinhos para Bauru

por Thiago Navarro

20/01/2019 - 07h00

Douglas Reis
Deputado federal Capitão Augusto no Café com Política do JC

O deputado federal Capitão Augusto (PR-SP) afirma que vai manter a mesma postura política no segundo mandato, que começa no mês que vem, mas estará mais perto dos municípios e atuando em causas regionais. O parlamentar lembra que aumentou bastante sua votação e está de mudança de Ourinhos para Bauru. Ele é ainda candidato a presidente da Câmara dos Deputados, e acredita ser possível chegar ao segundo turno da disputa. Já nos assuntos da região, a manutenção da Estação Aduaneira do Interior (Eadi) em Bauru é a prioridade e o assunto deve ser levado ao governo federal na semana que vem.

O deputado fez uma visita ao Espaço Café com Política do JC e destacou como pretende atuar a partir de agora. "A votação que eu tive mostra que o trabalho foi bem feito e devo manter a mesma postura, mas agora atuando mais no desenvolvimento regional. Uma coisa que eu vou mudar é ficar mais perto da região. No primeiro mandato eu atuei muito dentro da Câmara, fiz muita coisa nas Comissões, e participava de maneira ativa na votação de projetos. Mas eu vi que nas eleições as pessoas estão mais preocupadas do que estamos fazendo em benefício dos municípios. Vou fazer o que é necessário na Câmara, só que irei reduzir, e atuar mais nos ministérios para as demandas da região", afirma. Capitão Augusto é amigo do presidente Jair Bolsonaro (PSL), e acredita que isso vai ajudar.

De acordo com ele, apenas as emendas são insuficientes. "As minhas emendas parlamentares não são suficientes para atender a todos os municípios. Nas cidades pequenas até ajuda bastante, mas em cidades maiores, como Bauru, eu mandei R$ 4 milhões em emendas, mas isso é pouco diante do que a cidade precisa. E com uma atuação nos ministérios, conseguimos R$ 30 milhões para a habitação do Jardim Europa. Ou seja, a verba que a gente pode conseguir dessa outra maneira é muito maior. Então, farei um trabalho mais perto, e agora tenho a facilidade de ter amizade com o presidente Bolsonaro e com vários ministros", lembra. "As demais propostas minhas permanecem, que são a segurança, a questão das entidades filantrópicas e na saúde, com o combate ao câncer, e os rodeios. Apenas essa forma de atuação que vou mudar desta vez", aponta.

EMPREGOS

A maior necessidade para a região de Bauru é a geração de empregos, acredita Capitão Augusto. A proposta é atrair mais empresas. "A geração de emprego é o que mais a gente tem percebido como pedido. Vou usar parte das emendas parlamentares que eu tenho para ajudar na estrutura dos distritos industriais de Bauru, e ajudar a trazer mais empresas grandes para a cidade, porque reflete em toda a região. Grandes empresas compram muitas peças em empresas terceirizadas na região onde estão, o que ajudará as outras cidades também. Nesse mandato, vou destacar a geração de empregos como a minha prioridade de atuação", frisa.

Malavolta Jr.
Fachada da Eadi Bauru: luta continua mesmo após liminar

Parlamentar defenderá Eadi em SP e Brasília

A luta para que a Estação Aduaneira do Interior (Eadi) permaneça em Bauru será encampada mesmo após liminar que concedeu a permanência (leia na página 3). "No domingo (hoje), estarei com o vice-governador Rodrigo Garcia e vamos pedir ao governo estadual para que eles nos ajudem e já pedi reunião com o presidente Jair Bolsonaro, para que o prazo de permissão da empresa atual seja prorrogado. A região precisa continuar com a Eadi e vamos lutar para isso", reiteirou.

Ele visitou a Eadi na última sexta-feira e conversou com a secretária de Desenvolvimento Econômico, Aline Fogolin, pois a Prefeitura de Bauru tem a preocupação de que a cidade fique sem o espaço.

Grande região vai ter 2 deputados na Câmara Federal​

Ao lado de Capitão Augusto (PR-SP), o deputado federal eleito Rodrigo Agostinho (PSB-SP) vai ser o outro parlamentar da região.

Eles serão os únicos deputados de uma grande região que inclui ainda Jaú, Ourinhos, Avaré, Marília, Assis, Lins, Araçatuba e Presidente Prudente. O deputado garante que mesmo em posições ideológicas distintas, pode atuar com Rodrigo em assuntos regionais.

"Eu conheço ele e vamos trabalhar pela região. Já conversei com ele, disse que não é necessário ficar enciumado ou algo do tipo, pois há espaço para todos, vamos ser apenas dois deputados para uma grande região do estado que precisará muito da gente agora", finaliza.

Arquivo/Agência Brasil
Mesmo sem apoio do PSL, que está com Rodrigo Maia, deputado acredita que é possível vencer

Candidato a presidente da Câmara

O parlamentar é candidato a presidente da Câmara dos Deputados, na eleição em fevereiro. Mesmo sem o apoio do PSL, que vai apoiar Rodrigo Maia (DEM), ele acredita que é possível chegar ao segundo turno e vencer. "O meu projeto é coletivo, não é uma vaidade pessoal de querer ser presidente. Caso eu ganhe, poderei ajudar o presidente Bolsonaro e também trazer recursos para a região. A minha candidatura é viável, porque o Rodrigo Maia vai para o segundo turno, mas a minha disputa é com outros deputados, como o JHC, Alceu Moreira, Fabinho Ramalho e Marcelo Freixo. Mantenho bom relacionamento com todos eles, mas tenho no momento mais condição para ter a votação necessária para chegar ao segundo turno, com pelo menos 110 votos, e aí os partidos de esquerda vão acabar apoiando o Rodrigo Maia. O antipetismo pode fazer com que muitos deputados votem em mim, pois a votação é secreta, e a eleição ficaria aberta e com possibilidade de ganhar", analisa.