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Política

Câmara receberá organograma 'fatiado'

A proposta de mudança na estrutura organizacional será discutida em etapas, após dificuldades na tramitação

por Thiago Navarro

04/09/2019 - 06h00

Vinicius Bomfim

Gazzetta mandará vários projetos, desmembrando organograma

O projeto de lei do novo organograma da prefeitura foi retirado da Câmara nesta terça-feira (3) pela manhã, a pedido do prefeito Clodoaldo Gazzetta (PSD). A proposta foi encaminhada no final de julho e pretendia reestruturar a administração municipal, com alterações em cargos comissionados e criação de secretarias e coordenadorias. Nos próximos dias, o governo começará a encaminhar projetos de lei com mudanças em setores específicos.

Os primeiros previstos são o novo organograma da Saúde, um pacote com o fim da Seplan, a criação da Secretaria de Fiscalização e Licenciamentos, do Instituto de Planejamento (IP) e ainda as primeiras coordenadorias. Depois, vai para a Câmara o projeto com as alterações na Educação e Sebes. Em seguida, vão as propostas das demais secretarias e, ao final, a criação da Secretaria de Governo e das subprefeituras.

Na última sessão da Câmara, o líder do governo, vereador Markinho Souza (PP), deu a sinalização de que o prefeito retiraria o projeto inicial, e apresentaria novas propostas por etapas. Os vereadores Sandro Bussola (PDT), Natalino da Silva (PV) e Roger Barude (Cidadania) pediram o mesmo. O prefeito Gazzetta entende que a dificuldade em analisar de uma vez um projeto como o organograma acabaram obrigando a divisão em propostas menores, voltadas a cada setor.

"O projeto do organograma tem muitos detalhes, é realmente pesado, então houve esse entendimento de alguns vereadores de que seria melhor mandar por etapas, e vamos fazer desta maneira até para tirar dúvidas. Ao final de todos os projetos, o impacto financeiro será o mesmo da primeira proposta, com redução", afirma Gazzetta.

O projeto de lei do novo organograma estava na Comissão de Justiça e tinha Roger Barude como relator. Com o encaminhamento separado de vários projetos, cada um terá uma tramitação específica na Câmara. A ideia do governo é conseguir aprovar boa parte das mudanças ainda neste ano, também em votações separadas.

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