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Política

Investigação sobre advogados de Adélio pode ser autorizada

"Tem muita chance de descobrir quem mandou me matar", diz Jair Bolsonaro

por FolhaPress

03/10/2019 - 06h00

São Paulo - O TRF-1 (Tribunal Regional Federal da 1ª Região) deve deixar para o STF (Supremo Tribunal Federal) a decisão sobre autorizar ou não investigações em documentos e equipamentos recolhidos com advogados de Adélio Bispo de Oliveira, o autor da facada no presidente Jair Bolsonaro (PSL) no ano passado.

Em julgamento realizado nesta quarta-feira (2), a 2ª Seção do TRF-1 formou maioria para remeter a ação ao Supremo, com quatro votos favoráveis. A votação foi suspensa após o pedido de vista de uma desembargadora, e não há data prevista para retomada da análise.

Os magistrados decidem neste caso se a Polícia Federal deve ter permissão para periciar um celular e outros materiais apreendidos no escritório do advogado Zanone Manuel de Oliveira, que defende Adélio.

O autor do crime, que foi considerado inimputável, está preso desde o atentado, cometido em setembro de 2018, durante um ato de campanha do então presidenciável em Juiz de Fora (MG).

Nesta quarta, ao deixar o Palácio da Alvorada, Bolsonaro afirmou que a liberação da perícia ajudaria a elucidar o episódio. O presidente e seus advogados discordam da tese de que Adélio tenha agido sozinho e insistem no pedido de que as investigações da PF sejam aprofundadas.

"Se [o julgamento] for favorável, tem muita chance de descobrir quem foi que mandou me matar", disse Bolsonaro.

Adélio foi filiado ao PSOL de 2007 a 2014. Constantemente, o presidente reitera a mensagem de que foi alvo de um "militante de esquerda" - a menção mais recente foi no discurso proferido por ele na reunião da ONU, há alguns dias.

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