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Política

Vaticano faz Sínodo da Amazônia

Em meio à discussão mundial sobre a importância da floresta, Igreja amplia foco ao debater presença na proteção ambiental

por FolhaPress

06/10/2019 - 06h00

Vaticano/via Reuters

Secretário norte-americano Mike Pompeo e papa Francisco

Roma - Amplificado nas últimas semanas pelas queimadas e pela maneira como o governo brasileiro conduz a política ambiental, o Sínodo da Amazônia, que começa neste domingo (6) no Vaticano, até parece uma reação ao debate internacional sobre a proteção da floresta.

No entanto, a região está na mira do papa Francisco desde o início do seu pontificado, e sua pauta vai bem além da dimensão climática.

Depois de ser eleito em 2013, o papa participou naquele ano da Jornada Mundial da Juventude, no Rio, e expressou ali o seu interesse em discutir a ação da Igreja Católica na região amazônica.

"Não há dúvida de que a preocupação não é de hoje. Em 2013, no Rio, pude conversar com ele e, quando me apresentei como sendo da Amazônia, ele me falou que estava preocupado com a região e que falaria isso aos bispos", afirma o padre jesuíta Adelson Araújo dos Santos, nascido em Manaus e professor de teologia da Pontificia Università Gregoriana, em Roma.

O SÍNODO

Com o título de "Amazônia: Novos Caminhos para a Igreja e para uma Ecologia Integral", o evento foi anunciado em 2017 pelo papa Francisco. Trata-se de uma assembleia de 184 bispos dos nove países do bioma e outros especialistas. A prática do sínodo foi instituída pela igreja em 1965 e esta será a sua 16ª edição.

Desde que o papa argentino assumiu, foram realizadas duas assembleias ordinárias sobre temas gerais da igreja (família, em 2015, e jovens, em 2018) e uma extraordinária, para assuntos urgentes (evangelização, em 2014).

"O sínodo é uma provocação dos bispos da Amazônia, que desde 2014 pedem ao papa posicionamentos em relação aos principais problemas da igreja e da sociedade na região. Mas eles não imaginavam um sínodo, esperavam um posicionamento", afirma a socióloga Márcia Maria de Oliveira, professora da Universidade Federal de Roraima e assessora da Rede Eclesial Pan-Amazônica.

Ela também está no grupo de peritos convidados pelo papa e é uma das 35 mulheres que participam do evento.

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