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Política

Ala do PSL decide reagir ao governo

Presidente da legenda, Luciano Bivar recebe apoio parlamentar após Bolsonaro dizer 'esquece ele, está queimado'

por FolhaPress

09/10/2019 - 06h00

Fotos: Reuters

Brasília - Uma ala do PSL decidiu reagir à fala de Jair Bolsonaro, exaltar a importância da sigla na eleição de 2018 e fazer um manifesto de apoio ao presidente da legenda, Luciano Bivar (PSL-PE).

O documento que começou a circular nesta terça-feira (8) exalta a importância da sigla nas eleições de 2018 e prega que Bivar redistribua postos de comando da legenda nos municípios –medida que poderia inclusive desfazer arranjos impostos pelo senador Flávio Bolsonaro no Rio de Janeiro e pelo deputado federal Eduardo Bolsonaro em São Paulo.

Nesta terça, Bolsonaro disse a um apoiador que ele deveria esquecer o PSL e que Bivar está 'queimado'.

O CASO

O presidente Jair Bolsonaro disse a um apoiador para esquecer o PSL, seu partido, e criticou o presidente da legenda, Luciano Bivar, de quem disse estar "queimado para caramba".

Ao ser abordado na saída do Alvorada pelo rapaz, que se apresentou como pré-candidato à vereador em Recife, Bolsonaro primeiro disse em seu ouvido "esquece o PSL, esquece, tá ok?".

Ainda assim, o apoiador insiste em fazer um vídeo e grita "Eu, Bolsonaro e Bivar juntos por um novo Recife", enquanto registra a cena. O presidente, então, pede que o vídeo não seja divulgado.

"Cara, não divulga isso não, pô. O cara tá queimado para caramba lá. Vai queimar o meu filme também. Esquece esse cara, esquece o partido", disse Bolsonaro.

A cena foi registrada por um apoiador do presidente, youtuber do canal Cafezinho com Pimenta, e que tem transmitido todas as manhãs a interação de Bolsonaro com as pessoas que o esperam no Alvorada.

DEFESA DE BIVAR

Um dos defensores do texto a favor de Bivar é o deputado Júnior Bozella (PSL-SP). Ele lembra que Bivar atendeu a todos os pedidos de Bolsonaro e chegou a deixar o comando da legenda durante as eleições de 2018. “Combinado não sai caro. O acertado era que, depois, ele naturalmente retomaria as funções do partido que fundou”, diz.

Bozella afirma que o PSL não pode se tornar um “PT da direita”, acobertando casos que criam desgastes à sigla. Os dois mais ruidosos, lembra, foram poupados de críticas pelo presidente: o que envolve Fabrício Queiroz e Flávio Bolsonaro, e o caso do laranjal do PSL de Minas, que implica o ministro Marcelo Álvaro Antônio (Turismo).

“Temos o caso do Queiroz e o do ministro do Turismo, e o presidente tenta encobrir esses dois assuntos ao mesmo tempo em que desfere ataques indevidos ao PSL”, diz Bozella.

“O partido é um partido de bem, conduzido por pessoas de bem. Se Bivar não tivesse aberto as portas, o presidente fatalmente não teria tido legenda para concorrer em 2018. Se hoje ele é o que é, deve isso ao deputado Bivar e ao PSL”, acrescenta o deputado.

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