Bauru e grande região

Política

Alta na tarifa de água será debatida nesta quinta

Presidente do DAE deve apresentar percentual de reajuste a Gazzetta, em reunião na prefeitura

por Marcele Tonelli

03/11/2019 - 06h00

Samantha Ciuffa

Eliseu Areco Neto, presidente do DAE, diz que autarquia tem poucos recursos para investir

Deve ser apresentado em reunião na próxima quinta-feira (7), no Palácio das Cerejeiras, o valor do reajuste de água elaborado pelo Departamento de Água e Esgoto (DAE). A informação é do presidente da autarquia Eliseu Areco Neto. Ele diz que tentará negociar com o prefeito Clodoaldo Gazzetta (PSD) para chegar ao que chama de situação de "equilíbrio". O chefe do Executivo é resistente à alta.

Sem reajuste desde 2017, o DAE passou por uma recomposição tarifária, que alterou o sistema de distribuição dos valores arrecadados por meio da tarifa de água e esgoto. Na prática, a tarifa de esgoto, que era 100% do valor da água, passou a ser de 65%. A mudança, contudo, não gerou alteração na conta do consumidor final.

Areco não quis adiantar números e afirma apenas que o levantamento considera a inflação e o impacto financeiro, considerando estudos internos.

"Não tenho como me manifestar antes de conversar com o prefeito", afirma. "Mas desequilíbrio há, porque a cidade cresceu e ganhou novos empreendimentos. E a falta de realinhamento tarifário tem impacto", reforça.

A especulação é de que a alta não seja superior ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumulado em um ano. A autarquia, contudo, tem sido criticada por adiar a reposição de custos sobre seus insumos, o que coloca em xeque sua capacidade de investimento.

Por outro lado, o aumento pode gerar descontentamento de consumidores, o que Gazzetta quer evitar. "Ainda não chegou (a proposta) até mim, mas não devo fazer reajuste neste ano. Por mim, não haverá", afirma o prefeito.

REDUÇÃO

Neste ano, a autarquia reduziu as horas extras de funcionários para cortar gastos. Medida que aumentou o número de atendimentos programados e gerou mais lentidão aos chamados. Com quadro de 740 funcionários, o DAE gasta, mensalmente, cerca de R$ 2,5 milhões do orçamento com a CPFL e outros R$ 3,5 milhões correspondem à folha dos servidores.

Outros R$ 5 milhões que são arrecadados pela autarquia são repartidos entre custeio, compra de insumos, alimentação, planos de saúde, combustível e compra e manutenção de maquinário e veículos. "Não temos défict, a conta fecha, mas não sobra muito para realocar em investimentos. O valor não chega a R$ 1 milhão", finaliza Areco.

Ler matéria completa