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Política

Câmara articula empréstimo menor

Parte dos vereadores entende que valor precisa diminuir, porém, na avaliação do governo, montante total deve ser mantido

por Thiago Navarro

07/11/2019 - 06h00

Samantha Ciuffa

Parte dos vereadores considera alto o valor do financiamento solicitado pelo governo municipal

A Câmara Municipal articula a possibilidade de diminuir o valor do financiamento solicitado pelo prefeito Clodoaldo Gazzetta (PSD). O pedido da prefeitura é para uma autorização de R$ 46,6 milhões, junto ao Banco do Brasil, com amortização em oito anos, pagando ao banco um total de R$ 69 milhões ao final deste período.

O montante é visto como elevado por alguns vereadores, que pedem a redução do valor para algo na casa dos R$ 20 milhões, priorizando ações de asfalto e recape. Os investimentos em estrutura do Centro e dos distritos industriais ficaria para outra oportunidade, assim como a compra de máquinas.

O vice-líder do governo na Câmara, vereador Carlão do Gás (MDB), falou sobre essa possibilidade na tribuna, durante a última sessão. Outro parlamentar favorável a uma discussão pela diminuição do empréstimo é Sandro Bussola (PDT), presidente da Comissão de Justiça. "Aquilo que for consenso deve prevalecer, alguns vereadores entendem que o valor é alto, é possível discutir uma diminuição do valor", afirma. Bussola pode convocar secretários municipais para debater a possibilidade de diminuição do financiamento. A prefeitura tem pressa em aprovar o projeto, até o final deste ano - restam apenas cinco sessões ordinárias.

RESISTE

O prefeito Clodoaldo Gazzetta, contudo, entende que não deve haver diminuição. "O valor total já era maior, reduzimos após conseguir a venda da folha. Agora, se for para diminuir, vamos fazer coisas pela metade, o que não vejo como algo interessante. Temos que usar essa oportunidade para resolver problemas de uma vez", afirma. "Da parte da prefeitura, não está em discussão diminuir o pedido do financiamento", considera.

O líder do governo, vereador Markinho Souza (PP), reforça a posição do prefeito. "Estamos discutindo esse projeto, e na avaliação do prefeito não há o porque reduzir", lembra. O projeto de lei está na Comissão de Justiça, onde teve o parecer pela normal tramitação do relator, o vereador Roger Barude (Cidadania), mas o vereador Coronel Meira (PSB), na condição de membro, fez pedido de informação ao prefeito e, desta maneira, a proposta ainda segue em análise.

Depois, precisará do aval da Comissão de Economia antes de ir para o plenário. Esse tipo de matéria precisa da aprovação por maioria qualificada, ou seja, 12 votos. Três vereadores já declararam que devem votar contra o projeto - Coronel Meira, José Roberto Segalla (DEM) e Chiara Ranieri (DEM). O prefeito ainda tenta convencer os demais, mas encontra dificuldade justamente por conta do valor considerado elevado por alguns parlamentares.

Venda da folha

A venda da folha de pagamento da prefeitura por R$ 55 milhões ao Bradesco ajudou a Câmara a pressionar pela diminuição. Inicialmente, o governo esperava arrecadar R$ 18 milhões. A administração direta vai ficar com R$ 32,5 milhões, e o restante fica para o DAE, Emdurb e Funprev, na proporção do número de servidores de cada uma. Do valor que ficará para a prefeitura, cerca de R$ 20 milhões cobrirão despesas do Orçamento, e R$ 5 milhões devem ir para o recape de ruas e avenidas do município.

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