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Política

Gazzetta reduz valor do financiamento

De R$ 46,6 milhões, novo pedido deve ficar em aproximadamente R$ 25 milhões e manter parte das obras previstas

por Thiago Navarro

09/01/2020 - 04h27

Vinicius Bomfim

O prefeito Clodoaldo Gazzetta vai reduzir pedido para cerca de R$ 25 milhões

O prefeito Clodoaldo Gazzetta vai diminuir consideravelmente o valor do financiamento que tenta aprovar na Câmara Municipal. Em setembro, ele mandou projeto de lei pedindo autorização para empréstimo de R$ 46,6 milhões para a estrutura dos distritos industriais, compra de máquinas, asfalto, recape, novos acessos e revitalização do Centro. Apenas os dois primeiros continuarão na proposta, o que reduzirá quase pela metade o financiamento pretendido.

Ao JC, Gazzetta informa que reduzirá o pedido e o valor final deve ficar em torno de R$ 25 milhões. "Algumas obras vão sair do financiamento. Nesta semana já estamos abrindo licitações para asfalto do Parque das Orquídeas, Jardim Nicéia e o acesso entre Pousada da Esperança e Núcleo Gasparini, tudo com recursos próprios. E outras, como a revitalização do Centro, vamos procurar novas alternativas, talvez com verba do Estado, assim como o asfalto e recape em outras regiões do município", afirma.

No caso do asfalto e recape, o prefeito tenta ainda uma verba de pelo menos R$ 10 milhões com o governo do Estado, para a pavimentação em regiões que não têm asfalto, e o recape de ruas e avenidas.

No projeto do financiamento, a estrutura dos distritos industriais está estimada no valor de R$ 13,5 milhões e a compra de máquinas em R$ 10,2 milhões. A soma de R$ 23,2 milhões, e mais algum item que pode ficar na proposta, fecharão o valor final. "Vamos mandar esse pedido de alteração para a Câmara. A estrutura dos distritos ainda precisamos de projeto, apenas em um deles já temos projeto pronto e dá pra começar as obras. E a compra de máquinas vai melhorar os serviços prestados pela prefeitura", lembra.

COMISSÕES

O projeto de lei do financiamento começou a ser discutido em julho, conforme o JC antecipou na época. Foi encaminhado para a Câmara em setembro e já passou pela Comissão de Justiça, onde teve o voto contrário do vereador Coronel Meira (PSB), com parecer de ilegalidade, e os demais integrantes votaram a favor. A proposta está na Comissão de Economia e ainda precisa passar na Comissão de Obras, sendo depois votada em plenário.

Como se trata de empréstimo, o projeto precisa de maioria qualificada - dois terços do total de vereadores - para aprovação, portanto, 12 votos.

Pelo projeto, os juros com o Banco do Brasil são de 4,9% ao ano e a taxa anual sobre o CDI em 120%. No valor inicial, de R$ 46,9 milhões, a prefeitura pagaria R$ 62 milhões ao final do período de amortização, de oito anos, com um de carência. Já com a diminuição do valor, o período de pagamento também pode cair um pouco.

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