Bauru e grande região

Política

Bussola pede cumprimento de lei

A prefeitura é obrigada a informar sobre a fila em unidades, e não está fazendo isso, destaca o vereador

15/01/2020 - 04h19

Samantha Ciuffa

Sandro Bussola pede ainda que projetos tenham sequência, apesar do ano de eleições municipais

O vereador Sandro Bussola (PDT) diz que seguirá cobrando a informatização da Saúde em Bauru. Ele é autor da lei municipal que determina a publicidade, pela internet, da fila para atendimento nas unidades vinculadas à prefeitura. A norma foi sancionada pelo prefeito Clodoaldo Gazzetta no dia 11 de junho. O prazo para que fosse aplicada era de quatro meses, mas até agora não saiu do papel.

"Os núcleos dos bairros não estão interligados entre si nem com a rede hospitalar estadual. Não podemos aceitar que uma mãe em trabalho de parto não tenha seu histórico na Maternidade Santa Isabel, mesmo tendo feito o pré-natal na unidade básica. Sobre essa lei, idealizamos a partir da constatação da realidade. A gente via que, no mesmo instante, 200 pessoas estavam aguardando passar pelo médico na UPA Bela Vista, enquanto 10 estavam no Pronto-Socorro Central. Dispondo desse dado, as pessoas podem decidir aonde ir", explica.

AÇÕES

O parlamentar defende que seja firmado um "pacto pela cidade" para que problemas crônicos de Bauru possam ser atacados em 2020, a partir do trabalho conjunto entre os poderes Executivo e Legislativo. Ele afirma que ações consensuais não podem ser afetadas em função do processo eleitoral deste ano. "Temos um papel a cumprir e as situações precisam avançar", frisa.

Para isso, na avaliação de Bussola, o governo municipal não deve politizar seus programas prioritários. Além disso, ele sugere que temas que não tenham consenso ou ainda demandem maior debate sejam deixados para a gestão que terá início em janeiro de 2021 - entre eles, mudanças no organograma administrativo e a concessão do lixo.

"Perdeu-se o timing. Não há compreensão clara sobre o custo do que se pretende fazer e o quanto isso impactará na população. Todos nós precisamos nos debruçar sobre a questão da tarifa e do estudo como um todo. É preciso ter calma. Fora isso, não vamos resolvemos os problemas na ponta da prestação do serviço, se não forem pensadas mudanças em toda a cadeia do processo", argumenta. Por outro lado, o vereador entende como urgente uma das propostas já em pauta no Legislativo: a criação do Instituto de Planejamento.

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