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Golbery do Couto e Silva foi último militar na Casa Civil

por FolhaPress

14/02/2020 - 06h00

São Paulo - Com a confirmação do general Walter Souza Braga Netto para o cargo de chefe na Casa Civil, o país volta a ter um militar na liderança do ministério após 39 anos.

O último chefe da pasta oriundo da caserna foi o general Golbery do Couto e Silva, que saiu do cargo em 1981. Ele ocupou a cadeira no final do governo Ernesto Geisel e início do governo João Figueiredo, último presidente da ditadura militar (1964-1985).

Golbery assumiu o ministério em março de 1974, na posse de Geisel, e foi controverso. Figurou entre os principais atores políticos do regime desde o primeiro presidente da ditadura, Castello Branco.

A ele foi dada, em 1964, a chefia do Serviço Nacional de Informações (SNI), principal órgão do aparato de inteligência da ditadura. Golbery se debruçava sobre a doutrina de segurança nacional pelo menos desde 1952, quando tornou-se adjunto do Departamento de Estudos da Escola Superior de Guerra. É atribuída a ele, então chefe da Casa Civil de Geisel, a articulação que extinguiu o AI-5 (Ato Institucional nº 5). 

O pedido de demissão do general da Casa Civil, em agosto de 1981, causou alvoroço na reabertura "segura, lenta e gradual" de Figueiredo.

A ida de Braga Netto para a Casa Civil foi enxergada como uma retomada do prestígio da ala militar no governo. Ele é o nono militar no primeiro escalão da gestão e se junta a outros dois generais que despacham no Planalto: Luiz Eduardo Ramos (Secretaria de Governo) e Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional). Bolsonaro comemora "Casa Civil 100% militarizada".

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