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Política

Bolsonaro vai ajudar os Estados

O pacote de ajuda inclui acesso a novos empréstimos, suspensão de dívidas e transferências adicionais de recursos

por FolhaPress

24/03/2020 - 06h00

Isac Nóbrega/PR

Bolsonaro, ministros e parlamentares durante videoconferência com governadores, ontem

Brasília - O presidente Jair Bolsonaro reagiu nesta segunda (23) à pressão de governadores por uma ação coordenada e mais recursos para o enfrentamento ao novo coronavírus e anunciou um amplo pacote de ajuda a Estados e municípios, que inclui acesso a novos empréstimos, suspensão de dívidas e transferências adicionais de recursos. Segundo o Ministério da Economia, o plano envolve R$ 88,2 bilhões em recursos. As medidas foram anunciadas pelo presidente no Twitter, enquanto ele participava de videoconferências com os chefes dos Executivos do Norte e do Nordeste.

Aos governadores, Bolsonaro prometeu que serão editadas duas medidas provisórias para garantir repasses imediatos aos fundos de saúde estaduais e municipais. Serão R$ 8 bilhões ao longo de quatro meses. O presidente afirmou que o valor é o dobro dos R$ 4 bilhões solicitados originalmente pelos governadores. Outras medidas serão a suspensão das dívidas de Estados com a União, num valor de R$ 12,6 bilhões, e a renegociação de débitos de Estados e municípios com bancos, somando R$ 9,6 bilhões.

No fim de semana, o governador João Doria, de São Paulo, recorreu ao Supremo Tribunal Federal (STF) para adiar o pagamento da dívida do Estado com a União e usar o recurso para o enfrentamento do coronavírus. Após decisão favorável do ministro Alexandre de Moraes, outros Estados também já se preparavam para também recorrer à Corte.

O presidente ainda citou em seu perfil no Twitter que o governo promoverá "operações com facilitação de créditos", num total de R$ 40 bilhões. Ele não deixou claro, porém, como se darão esses novos financiamentos.

Bolsonaro disse que também pretende ampliar o programa Bolsa Família para contemplar 1,5 milhão de famílias, "praticamente zerando a fila dos requerentes". Reportagem do Estado mostrou no mês passado que, sem o dinheiro do programa social, a população voltou a bater à porta das prefeituras em busca de comida e outros auxílios.

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