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Política

Moraes 'dá bronca' em Twitter e Facebook

Ministro do Supremo determinou o bloqueio internacional dos perfis bolsonaristas acusados de disseminar fake news

por FolhaPress

01/08/2020 - 05h00

Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Moraes se sentiu incomodado

Brasília - Na decisão em que determinou o bloqueio dos perfis bolsonaristas também internacionalmente, o ministro Alexandre de Moraes usou letras garrafais para chamar a atenção de Twitter e Facebook para o cumprimento de sua ordem.

Moraes disse que Twitter e Facebook atenderam apenas parcialmente sua determinação de maio, reforçada na semana passada, para que perfis que são alvos do inquérito das fake news fossem bloqueados.

Ao mudarem suas configurações de localização, tanto os perfis bolsonaristas como seus seguidores puderam continuar a publicar e visualizar mensagens normalmente. Alguns deles, inclusive, xingando os próprios ministros do STF.

No despacho de agora, assinado na última terça (28), Moraes lembra que em 22 de julho determinou (em letras garrafais) "às redes sociais o imediato bloqueio dos perfis citados na decisão de 26/5/2020, no prazo de 24 (vinte e quatro) horas".

Em seguida, ele cita uma análise pericial para dizer que a determinação não foi integralmente cumprida.

"As redes sociais Twitter e Facebook continuam permitindo que os perfis sejam acessados através de endereços IP de fora do Brasil, ou seja, permitindo que sejam acessados normalmente a partir de outros países. Isto possibilita que usuários do Brasil utilizem serviços de roteamento de conexão, como VPNs, contornando este tipo de bloqueio e acessando os perfis em território nacional, como se estivessem em outros países", diz o laudo.

"Portanto, para atender corretamente a ordem judicial, as redes sociais Twitter e Facebook deveriam bloquear o acesso aos perfis através de qualquer endereço IP", continua.

PEDIDO VEEMENTE

Na decisão, o ministro escreve que esses perfis são alvo de investigação e de pedido de bloqueio porque "atingem a honorabilidade e a segurança do Supremo Tribunal Federal, de seus membros e familiares, extrapolando a liberdade de expressão".

Na linguagem das redes sociais sempre que se quer chamar a atenção de alguém, ouo mesmo "gritar" usa-se a palavra em maiúscula.

As redes já cumpriram a decisão.

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