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Política

Cabelo é eleito presidente da Câmara

A disputa teve três candidatos e o vencedor afirma que deve mudar horário das sessões e investir em contratações

por Thiago Navarro

02/01/2021 - 05h00

Divulgação/Câmara Municipal

Vereador Ricardo Cabelo em discurso aos colegas, antes da votação, observado por Chiara Ranieri, Coronel Meira e Edson Miguel

O vereador Ricardo Cabelo (Republicanos) foi eleito presidente da Câmara Municipal de Bauru, na noite de ontem. Ele teve dez votos, enquanto Manoel Losila (MDB) ficou com quatro e Chiara Ranieri (DEM) com três votos. Cabelo ocupará o cargo por dois anos, no biênio 2021-2022, os primeiros desta legislatura, que segue até 2024.

A Mesa Diretora terá ainda como vice-presidente Markinho Souza (PSDB); primeiro secretário Pastor Bira (Podemos), e segundo secretário Edson Miguel (Republicanos). As conversas para a formação da nova Mesa ocorreram durante todo o mês passado e se intensificaram na última semana.

Ontem, uma longa reunião antes da posse dos vereadores sacramentou a escolha de Cabelo, com Markinho como vice - ambos já estavam na Câmara na legislatura anterior - e com dois novatos como secretários. A eleição ocorreu após a posse dos 17 vereadores, que assumiram o mandato ontem, junto com a prefeita Suéllen Rosim (Patriota) e o vice Orlando Costa Dias (Patriota). Ao lado, a composição da nova Câmara.

VOTAÇÕES

Na escolha de presidente, Cabelo teve os votos de Beto Móveis (Cidadania), Estela Almagro (PT), Pastor Bira (Podemos), Júnior Rodrigues (PSD), Serginho Brum (PDT), Carlinhos do PS (PTB), Markinho Souza (PSDB), Marcelo Afonso (Patriota) e Edson Miguel (Republicanos), além dele próprio.

Já os votos de Losila foram, além do seu, o de Coronel Meira (PSL), Eduardo Borgo (PSL) e Guilherme Berriel (MDB). Já os votos de Chiara foram, além dela própria, de José Roberto Segalla (DEM) e Telma Gobbi (PP).

Na disputa de vice, Markinho derrotou Telma Gobbi por 12 votos a cinco. Ele contou com os votos dele próprio e de Cabelo, Beto, Estela Almagro, Pastor Bira, Serginho Brum, Edson Miguel, Carlinhos do PS, Júnior Rodrigues, Marcelo Afonso, Guilherme Berriel e Manoel Losila. Já Telma Gobbi teve os votos dela mesma e de Segalla, Chiara, Meira e Borgo.

Pastor Bira e Edson Miguel foram candidatos únicos para os cargos de primeiro e segundo secretário, respectivamente. Portanto, a votação foi por unanimidade. Após a eleição, os quatro já tomaram posse, e passaram a comandar a Casa a partir de ontem mesmo.

Mudança de horário das sessões

O novo presidente afirma que pretende mudar o horário das sessões ordinárias da Câmara. Até 2019, os encontros semanais, às segundas-feiras, ocorriam a partir das 14h. De 2020 em diante, passaram para às 13h, para evitar despesas com horas extras, seguindo determinação do Tribunal de Contas do Estado (TCE). Cabelo disse que colocará em discussão a mudança de horário e as sessões podem ocorrer no período da noite.

Ele também disse que pretende melhorar a estrutura do prédio da Casa e contratar novos servidores. "Precisamos repor funcionários, através de concurso público, e dar mais condições ao prédio, que está precário. Além disso, temos que abrir a Câmara para o povo. O presidente anterior determinou que as pessoas só entrariam na Casa acompanhadas por um assessor de algum vereador. Entendo que o público tem que ter acesso. E vou ser imparcial no trato com todos os vereadores e também com a prefeitura, como sempre fui", avisou.

Pendência judicial

Após a eleição, o PP entrou com ação e conseguiu validar os votos do candidato Júlio César Aparecido de Sousa, que estava com o registro indeferido. Com isso, a legenda passaria a ter uma segunda cadeira na Câmara, entrando o primeiro suplente Edmilson Marinho, o Lokadora, e o Republicanos perderia uma das vagas, justamente a que é ocupada por Cabelo.

Como ainda não houve recontagem de votos, Cabelo foi diplomado e empossado. No dia 26 de janeiro, está previsto o julgamento de um recurso apresentado pelo vereador do Republicanos no Tribunal Regional Eleitoral (TRE). Dependendo do resultado, ele pode ficar no cargo ou sair. Neste último caso, Markinho, que foi eleito vice-presidente, teria que assumir como presidente da Câmara. Tanto Cabelo quanto o PP podem levar a situação ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o que deve fazer o assunto se arrastar durante o mandato.

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