Bauru e grande região

Política

Projeto integrado entre secretarias é fundamental para revitalizar Centro

Em reunião pública, diferentes órgãos e entidades defenderam ação conjunta com plano em etapas, mas que seja executável

21/01/2021 - 05h00

A revitalização da área central de Bauru terá de passar por um projeto que integre diversas secretarias da prefeitura e contemple também ações propostas por entidades e associações, mas que seja um plano executável e que tenha etapas a curto, médio e longo prazo. Essa foi uma das conclusões da reunião pública promovida nesta quarta (20), na Câmara Municipal, por iniciativa da vereadora Chiara Ranieri (DEM). A parlamentar, inclusive, destacou o fato de nove secretários do governo Suéllen Rosim terem participado.

Não faltaram sugestões de ações para contribuir para a requalificação do Centro: opção de moradias, obras de mobilidade, oferecimento de serviços públicos na região, projetos de lazer, recuperação e ocupação efetiva do prédio da Estação Ferroviária, mais iluminação e segurança, entre outras questões. Também é fundamental a revisão e a atualização da Lei de Zoneamento e do Plano Diretor.

"Ficou evidente, durante a reunião pública, que secretarias, entidades, instituições de ensino, conselhos municipais, todos pensam em soluções para a revitalização do Centro. O que precisamos, principalmente agora, neste início de governo, é de um projeto que integre todos esses agentes, com cronograma a curto, médio e longo prazo. E que, principalmente, seja executável", opina Chiara.

Secretário de Desenvolvimento, Turismo e Renda (Sedecon), Charlles D'Angelus explicou que o Centro precisa de ações de maneira emergencial, mas que é preciso planejar objetivos mensuráveis. Lembrou que a Sedecon é uma pasta com um orçamento limitado e que deverá trabalhar com criatividade, estratégica e parceria.

O secretário municipal de Planejamento, Nilson Ghirardello, alertou que a recuperação da área central passa, principalmente, pela ocupação da região por meio de moradia - prevista, inclusive, no Plano Diretor de 2008. Também é fundamental, para Ghirardello, atualizar Plano Diretor e Lei de Zoneamento para "destravar" o Centro.

A secretária de Educação, Maria do Carmo Kobayashi, apresentou o projeto que prevê Estação Ferroviária como sede da pasta, Orquestra Sinfônica, Banda Municipal e projetos socioeducacionais e sociais, além da construção de uma Emeii Central, com escola integral, cursos de teatro e música e espaço para esporte e lazer - tudo isso previsto para a segunda metade do governo Suéllen.

Porém, para tudo isso ser concretizado, ações como nova drenagem, recuperação de imóveis e desobstrução de galerias terão de ser realizadas.

Também participaram da reunião pública os secretários Marcos Saraiva (Obras), Ana Salles (Sebes), Flávio Oliveira (Semel), Dorival Coral (Semma), Tatiana Sa (Cultura) e Everton Basílio (Finanças).

VEREADORES

O vereador Marcelo Afonso (Patriota) questionou a verba liberada (mais de R$ 2 milhões) pelo governo estadual para recuperação de um prédio e viabilização do Mercadão Municipal, obra anunciada pelo governo anterior. Secretário de Economia, Everton Basílio disse desconhecer da chegada do recurso.

A vereadora Estela Almagro (PT) apontou que o tema pouco avançou ao longo do anos e lamentou o empobrecimento da área central, principalmente na região da ferrovia.

Pastor Bira (Podemos) questionou custo e cronograma das obras do plano apresentado pela Educação (informações foram solicitadas à secretaria) e defendeu a inclusão de entidades com projetos sociais de destaque para colaborar com o debate. Também participaram os vereadores Manoel Losila (MDB) e Pastor Edson Miguel (Republicanos).

ENTIDADES

Entre os convidados, o presidente do Sincomércio, Walace Sampaio, destacou três pontos essenciais para a revitalização: a ocupação do prédio da Estação Ferroviária, mudança nas diretrizes de construção para estimular moradias na região e o comércio ambulante.

Já para o presidente da Acib, Reinaldo Cafeo, a articulação entre secretarias é fundamental para que o projeto saia do papel. Inclusive, ele criticou a falta dessa articulação durante os governos anteriores. Cafeo ainda pediu pressa para a criação de um projeto a longo prazo, mas que possa ser concluído em etapas.

 

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