Bauru e grande região

Política

Sessão da votação de punição para Cury segue nesta 5ª

Justiça negou o pedido de Isa Penna para paralisar tramitação do caso

por FolhaPress

01/04/2021 - 05h00

A votação envolvendo a punição do deputado estadual Fernando Cury, que tocou no corpo da deputada Isa Penna (Psol) em plenário, em dezembro do ano passado, não se encerrou na sessão desta quarta-feira (31) na Assembleia Legislativa de São Paulo e continuará nesta quinta-feira (1), às 11h. Sem conseguir derrubar a reunião por falta de quórum, deputados passaram a agir para atrasá-la, usando todo tempo possível para discursos e questões de ordem (questionamentos e dúvidas). No total, são previstas 12 horas de discussão e, por isso, o caso teve que ser interrompido

Com a demanda por mais um dia de sessão devido à quantidade de deputados inscritos para discursar, Isa ganhou tempo para articular o aumento da punição a Cury, que foi condenado pelo Conselho de Ética, por 5 votos a 4, a 119 dias de suspensão do mandato.

Nos bastidores, deputados buscam acordo por seis meses de afastamento na tentativa de responder à pressão e à repercussão do caso.

Qualquer pena precisa ser referendada pelo plenário por maioria absoluta (48 dos 94 deputados), em votação aberta. Isa pleiteava a possibilidade de que uma emenda pela cassação fosse votada no plenário. Porém, seguindo parecer da Procuradoria, o presidente Carlão Pignatari (PSDB) afirmou, na terça (30), que esse projeto não admitia emendas e que os deputados só poderiam votar sim ou não à pena de 119 dias.

Diante disso, ainda na terça, Isa e Emidio de Souza (PT), acionaram a Justiça para suspender a sessão e obrigar a admissão de emendas. Às 11h30 desta quarta, uma hora e meia após o início da sessão, o desembargador Francisco Casconi, do Tribunal de Justiça (TJ), negou a liminar.

A brecha para aumentar a pena de Cury, no entanto, surgiu durante a sessão. Além de Isa e seus aliados (deputados do PT e do Psol), outros parlamentares de peso na Casa - como Barros Munhoz (PSB) e Janaina Paschoal (PSL) - também defenderam que o plenário possa, sim, votar emendas.

Ler matéria completa