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Defesa anuncia os escolhidos como novos chefes das Forças Armadas

"Democracia e liberdade são maior patrimônio", diz Braga Netto ao anunciar novos nomes e pedir o combate à Covid

por FolhaPress

01/04/2021 - 05h00

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Escolha recaiu sobre o almirante Almir Garnier (Marinha), ministro Braga Netto, general Paulo Sérgio (Exército) e brigadeiro Carlos Baptista (Aeronáutica)

Brasília - Ao anunciar os novos comandantes de Exército, Marinha e Aeronáutica, o novo ministro da Defesa, general da reserva Walter Braga Netto, afirmou que o maior patrimônio do país é "a garantia da democracia e a liberdade do seu povo".

Os escolhidos foram o general Paulo Sérgio de Oliveira, o terceiro mais antigo do Exército na lista de militares com quatro estrelas e na ativa; o almirante Almir Garnier, o segundo mais antigo na Marinha; e o brigadeiro Carlos de Almeida Baptista Júnior, o primeiro da lista, para a Aeronáutica.

Os três novos comandantes estiveram presentes no anúncio, que durou menos de três minutos. Nem o ministro nem os novos comandantes se dispuseram a responder a perguntas da imprensa.

TUDO RÁPIDO

"Após nomeação para o honroso cargo de ministro de Estado da Defesa, cuja decisão é prerrogativa constitucional do presidente da República, nos reunimos para divulgar as escolhas dos comandantes. O comandante supremo das Forças Armadas [o presidente da República] escolheu [os novos comandantes] para os cargos", afirmou Braga Netto no começo do discurso. "O combate à Covid-19 é o principal desafio que o país enfrenta, segundo ele, e as Forças têm ajudado no combate à pandemia, acrescentou.

"Os militares não faltaram no passado e não faltarão sempre que o país precisar. As Forças são fiéis às suas missões constitucionais, de defender a pátria, garantir os poderes constitucionais e as liberdades democráticas", disse o ministro.

CRISE MILITAR

Bolsonaro escolheu os novos nomes dois dias após deflagrar uma crise militar sem precedentes na história recente. Os antecessores ficaram pouco mais de dois anos nos cargos, decidiram renunciar às funções de forma conjunta e foram demitidos por Bolsonaro, também conjuntamente.

O processo de escolha foi conduzido por Braga Netto, que está no cargo há apenas dois dias. Ele substituiu o general Fernando Azevedo e Silva, demitido na segunda-feira (29). Esta demissão detonou a crise militar, com a saída coletiva dos três comandantes das Forças no dia seguinte.

Para tentar evitar mais fervura na crise aberta com as cúpulas militares, Bolsonaro e Braga Netto decidiram respeitar critérios de antiguidade, componentes centrais da ideia de hierarquia na caserna.

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