Bauru e grande região

Política

Deputado faz emendas de R$ 3 milhões

Além desse valor destinado a Bauru, Capitão Augusto informa também a obtenção de R$ 21 milhões para cidades da região

por Tânia Morbi

10/04/2021 - 05h00

Aceituno Jr.

Capitão Augusto cobra do governo do Estado leitos de UTI no HC

O deputado federal Capitão Augusto (PL) afirmou ontem ao JC que tem buscado apoio do governo do Estado para conseguir benefícios para Bauru no combate à pandemia. A busca aumentou após o distanciamento ocorrido entre a prefeita Suéllen Rosim e o governador João Doria. Ele informa que obteve neste ano R$ 3 milhões para a cidade, sendo R$ 1 milhão para a Maternidade Santa Isabel, atendendo pedido do ex-deputado Pedro Tobias; R$ 1 milhão para os estádios distritais e R$ 1 milhão para infraestrutura e entidades, a critério da prefeitura. O deputado também comentou sobre a liberação dos leitos do HC e fez críticas a posturas do governo federal. 

JC - Quais os recursos que o senhor conseguiu destinar especificamente para Bauru?

Capitão Augusto - Contando com o governo anterior, em emendas, consegui destinar cerca de R$ 8 milhões, em especial para Saúde. Só este ano, está previsto no orçamento federal, para Bauru, R$ 3 milhões, fora as emendas parlamentares.

JC - E como tem sido o retorno dos pedidos de prefeitos e vereadores?

Capitão Augusto - Temos nossas emendas parlamentares impositivas, em torno de R$ 16,5 milhões por ano, e tem as verbas extras que a gente consegue via indicação ou partido, ou direto com os ministérios. Nessas emendas extras consegui mais R$ 5 milhões. Então, foram destinados, apenas neste começo de ano R$ 21 milhões para os municípios do entorno de Bauru.

JC - O senhor tratou com o vice-governador Rodrigo Garcia sobre a abertura do Hospital das Clínicas?

Capitão Augusto - Sim, tratamos muito deste assunto. Falei da urgência do início do atendimento devido à pandemia. Se vai ter que funcionar, e não vai poder ficar com o prédio abandonado, que se antecipe pela urgência. A última reunião foi na semana passada e o Rodrigo tem o maior interesse em regularizar a situação, sabe que o HC atende a toda a região. A expectativa é de que seja resolvido nos próximos dias. Os secretário de Saúde, Jean Gorinchteyn, e de Desenvolvimento Regional, Marco Vinholi, acompanham o caso.

JC - O senhor é muito próximo do vice-governador?

Capitão Augusto - Rodrigo Garcia é o grande administrador do Governo do Estado, ele foi deputado estadual comigo no mandato passado. Temos uma amizade de longa data, por isso todas as demandas da região, em especial de Bauru, eu trato direto com ele.

JC - A prefeita Suéllen Rosim tem procurado diretamente o Governo Federal para buscar ajuda no combate à pandemia, ao mesmo tempo em que o senhor demonstra proximidade com o governo estadual. Como o senhor entende essa relação?

Capitão Augusto - Assim que a prefeita tomou posse me coloquei à disposição e ela designou alguns secretários para acompanhar alguns projetos. Tive várias reuniões com ela para ajudar, tanto com o Governo Federal quanto Estadual, principalmente depois da rusga que ocorreu entre a prefeita e o governador.

JC - Recentemente, o senhor fez críticas a decisões anunciadas pelo presidente Bolsonaro, como sobre a vacinação dos policiais?

Capitão Augusto - Sou presidente da Frente Parlamentar de Segurança da Câmara, a chamada "Bancada da bala", e sobre Segurança Pública os policiais estão muito insatisfeitos com a Reforma da Presidência e com a PEC Emergencial. Mais recentemente, o governo incluiu policiais na 21ª posição da prioridade para vacinação contra Covid.

JC - Enquanto em âmbito federal os policiais vão levar algum tempo para serem imunizados, em São Paulo a vacinação já começou. Qual sua opinião sobre essa diferença de tratamento?

Capitão Augusto - Eu fiz a solicitação para Bolsonaro e para João Doria. O governo estadual saiu na frente. Como o governo federal não alterou o Plano de Vacinação, apresentei um projeto de lei que determina a inclusão dos profissionais de segurança sempre como público prioritário. Cerca de 40% do efetivo dos policiais paulistas já contraiu Covid. Nenhuma outra categoria teve uma porcentagem tão alta. E o problema não é só o afastamento, ele passa a ser vetor de transmissão da doença.

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