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Política

Plano de Renan para CPI mira vacinas e cloroquina

Relator quer investigar estratégia de comunicação do governo Bolsonaro

por FolhaPress

30/04/2021 - 05h00

Brasília - O ministro Ricardo Lewandowski, do STF (Supremo Tribunal Federal), negou nesta quinta-feira (29) um pedido para que o senador Renan Calheiros (MDB-AL) fosse impedido de participar da CPI da Covid. Com a decisão, o emedebista está mantido na relatoria da comissão, que foi instalada na última terça e teve nesta quinta-feira, a primeira sessão. O plano de trabalho apresentado nesta quinta-feira (29) pelo relator da CPI da Covid, senador Renan Calheiros (MDB-AL), elenca seis linhas de investigações que serão conduzidas pelos membros da comissão, sendo a primeira delas as ações do governo Jair Bolsonaro no enfrentamento da pandemia.

O tópico tem potencial para atingir em cheio o governo federal, já que trata das medidas consideradas mais polêmicas do presidente por envolverem discursos negacionistas.

A comissão vai investigar, por exemplo, as medidas tomadas para promover o isolamento social - do qual Bolsonaro é crítico - e para a aquisição e distribuição de vacinas e insumos, que tardaram a serem comprados e entregues no Brasil.

Além disso, o plano trata da "aquisição e distribuição de testes e respiradores, a estruturação de leitos de UTI, distribuição de EPIs (Equipamentos de Proteção Individual) e a estratégia de comunicação das ações de combate à pandemia". Um dos focos, portanto, será o atraso no cronograma do Plano Nacional de Imunizações, principalmente a lentidão e recusa para adquirir as vacinas CoronaVac e do laboratório Pfizer.

CONVOCAÇÃO

Foram convocados o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, além dos últimos três titulares da pasta: Luiz Henrique Mandetta, Nelson Teisch e Eduardo Pazuello.Também foi convocado o diretor-presidente da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), Antonio Barra Torres. Renan, que fez um discurso inaugural repleto de críticas indiretas ao governo e ao ex-ministro Eduardo Pazuello, fez questão de incluir trecho no plano no qual rechaça a ideia de ter motivação política no colegiado.

"Assim, no que couber a este relator, procuraremos afastar qualquer discussão movida por questões partidárias ou voltadas a atacar o governo ou a oposição", escreveu Renan.

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