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Em pronunciamento, Jair Bolsonaro promete vacina para todos neste ano

Presidente destacou o avanço do PIB, comemorou a distribuição de vacinas e voltou a criticar políticas de isolamento social

por FolhaPress

03/06/2021 - 05h00

Fotos Públicas

Jair Bolsonaro, durante pronunciamento na noite desta quarta

Brasília - Pressionado pela CPI da Covid e enfrentando queda de popularidade, o presidente Jair Bolsonaro fez, nesta quarta (2) à noite, um pronunciamento em rede nacional de rádio e TV e afirmou que o governo irá vacinar todos os brasileiros até o fim do ano. No momento em que mais de 460 mil brasileiros já morreram, em decorrência do novo coronavírus, Bolsonaro comemorou a distribuição de 100 milhões de doses de vacinas, o crescimento de 1,2% do PIB no primeiro trimestre, mas voltou a criticar medidas de isolamento social.

"Hoje alcançamos a marca de 100 milhões de doses de vacinas distribuídas a Estados e municípios. O Brasil é o quarto país que mais vacina no planeta. Este ano, todos os brasileiros que assim o desejarem serão vacinados", disse ele, citando dados absolutos, e não proporcionais. Apenas 22,2% da população recebeu ao menos uma dose de vacina contra o novo coronavírus até ontem.

No pronunciamento, o presidente comemorou o acordo assinado entre a Fiocruz e a AstraZeneca, que permitirá a produção totalmente nacional do Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA), necessário para a elaboração do imunizante. "Com isso, passamos a integrar a elite de apenas 5 países que produzem vacinas contra o covid no mundo", disse. O presidente não mencionou o "tratamento precoce" com medicamentos sem eficácia contra a covid-19.

Bolsonaro também falou sobre a realização da Copa América no Brasil, defendida por ele desde que a competição na Argentina foi cancelada. A realização do torneio no País tem sido criticada em um momento de crise sanitária na qual médicos pedem que sejam evitadas as aglomerações.

"Seguindo o mesmo protocolo da Copa Libertadores e Eliminatórias da Copa do Mundo, aceitamos a realização, no Brasil, da Copa América. O nosso governo joga dentro das quatro linhas da Constituição. Considera o direito de ir e vir, o direito ao trabalho, e o livre exercício de cultos religiosos inegociáveis. Todos os nossos 22 ministros consideram o bem maior de nosso povo a sua liberdade."

Bolsonaro destacou o pagamento de auxílio emergencial pelo governo federal e comparou o aporte para a distribuição do benefício ao Bolsa Família. "Destinamos, em 2020, R$ 320 bilhões para o auxílio emergencial, para atender aos mais humildes. Esse montante equivale a mais de dez anos de Bolsa Família. E mais de R$ 190 bilhões para ajudar Estados e municípios", declarou.

Durante o pronunciamento, Bolsonaro foi alvo de panelaços no Distrito Federal, São Paulo, Rio e diversas outras capitais pelo País, como Salvador, Recife, Belo Horizonte, Curitiba e em muitas cidades do Interior de São Paulo.

 

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