Bauru

Política

Secretário informa à CEI que comércio foi o que mais perdeu com as restrições

Depoimento de Charlles Rodrigo, da Secretaria do Desenvolvimento Econômico, mostra efeito da pandemia na economia local

por Tânia Morbi

09/06/2021 - 05h00

Malavolta Jr.

Charlles Rodrigo, da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Turismo e Renda

O secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Turismo e Renda (Sedecon), Charlles Rodrigo, foi o primeiro a ser ouvido ontem em mais uma audiência da Comissão Especial de Inquérito (CEI) que apura a atuação da Prefeitura de Bauru no enfrentamento à pandemia nos anos 2020/2021, a chamada CEI da Covid.

O relator da Comissão, vereador Eduardo Borgo (PSL), questionou o secretário sobre o impacto que o fechamento das empresas, uma das principais medidas do Plano São Paulo, do Governo Estadual para o combate à pandemia, seguida pelo governo de Clodoaldo Gazzetta no ano passado, teve para a economia de Bauru.

Como resposta, Charlles exemplificou o fechamento de postos de trabalho no período de janeiro deste ano até a primeira quinzena de maio, e afirmou que o comércio foi o que mais sentiu os efeitos, registrando fechamento de 25% dos postos, o que representa cerca de mil pessoas demitidas no período. Outros setores sentiram impacto menor e tiveram bons resultados, como o de serviços que teve pequeno saldo positivo, com a manutenção de 300 vagas, e a indústria, que manteve saldo de 500 postos de trabalho no saldo entre admitidos e demitidos no período. O setor com melhor resultado foi da construção civil, que teve resultado positivo de 3.500 vagas. Os números são relativos ao trabalho formal com carteira assinada.

Também questionado por Borgo, Charlles mencionou as medidas que a Sedecon vem tomando para minimizar esse impacto, entre elas o Programa Emprega Bauru, pelo qual, entre janeiro e maio deste ano, foram cadastradas cerca de 200 empresas na secretaria o que gerou disponibilidade de cerca de1.5 mil vagas de emprego; também o cadastro de 3.200 currículos de trabalhadores, dos quais 63% foram recolocados no mercado de trabalho; além de programas em parceria que oferecem cursos profissionalizante, com pagamento de bolsas auxílio para os trabalhadores participantes, que variam entre R$ 250 a R$ 1 mil, entre outros.

Em resposta ao presidente da CEI, Mané Losila (MDB), Charlles afirmou que a flexibilização das atividades econômicas, em sua opinião, não está relacionada ao aumento dos casos de Covid em Bauru.

A secretária do Bem-Estar Social, Ana Cristina Salles, também foi ouvida e o principal questionamento dos vereadores foi quanto ao fornecimento de cestas básicas e dos recém-lançados cartões de alimentação para as famílias em situação de vulnerabilidade social.

Sobre as cestas, Ana Cristina afirmou que os pedidos vem diminuindo. Em todo ano passado foram distribuídas 61.373 cestas e neste ano, até junho, foram apenas 13.561. Segundo a secretária, além do apoio de entidades que passaram também a ofertar as cestas, a abertura do comércio e os serviços informais dessas famílias podem ter colaborado com essa redução.

Também fazem parte da CEI da Covid, como membros, os vereadores Junior Rodrigues (PSD), Junior Lokadora (PP) e Pastor Bira (Podemos).

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