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Política

Bauru tem apenas 12% de sistema cicloviário e vereadores discutem

Audiência pública debateu implantação do Plano de Mobilidade Cicloviário e a Semana de Incentivo do Ciclismo

por Tânia Morbi

15/07/2021 - 05h00

Encontro semirremoto de ontem foi comandando pelo vereador Coronel Meira

Do que foi estabelecido pelo Plano de Mobilidade Cicloviário de Bauru, a cidade conta com pouco mais de 12% do total previsto como ideal para o deslocamento por meio de bicicletas em ciclovias e ciclofaixas. Dos 225,5 quilômetros previstos no Plano, Bauru possui hoje 12,1 quilômetros de ciclovias, 12,3 quilômetros de ciclofaixas de trabalho e 4,3 quilômetros de ciclofaixas destinadas ao lazer, que juntos totalizam 28,7 quilômetros ou 12,75% do total previsto.

Os dados foram expostos durante a audiência pública realizada nesta terça-feira (14), na Câmara Municipal, que debateu a criação da Semana de Incentivo ao Ciclismo na cidade e a implantação Plano de Mobilidade relacionado às ciclovias, ciclofaixas e ciclorotas no município. A iniciativa foi do vereador Coronel Meira (PSL) e contou com uma rápida participação da prefeita Suéllen Rosim (Patriota).

Segundo a prefeita, que participou de forma remota, ela espera realizar, ao menos, 50% da estrutura prevista no Plano durante seu mandato. "Hoje a prefeitura não tem condições de aplicar recursos financeiros, mas a gente precisa pensar nos próximos três anos, nem que seja para começar nos próximos empreendimentos que vamos aprovar". A prefeita afirmou que deve incluir no orçamento do ano recursos para as obras. "A gente pode contar com emendas parlamentares, mas o município pode fazer sua contribuição".

Meira já havia informado que vem buscando fontes alternativas para a implantação, como um financiamento com custo baixo para o município, e ainda recursos através de emendas parlamentares.

O Plano de Mobilidade Viária de Bauru foi aprovado em 2019 (Decreto 14.446) e inclui a estrutura cicloviária. O secretário de Planejamento, Nilson Ghirardello, comentou sobre as características de Bauru, como o fato de possuir diâmetro de cerca de 12 quilômetros, que podem ser melhor exploradas, mas opinou que para ter um bom sistema cicloviário a cidade precisa antes de sistema de trânsito urbano adequado. "Mas em Bauru não temos uma malha consolidada, é uma malha que precisa ser feita para que nela se implante um sistema cicloviário".

A arquiteta Ellen Beatriz Santos Fonseca de Castro, presidente do Conselho Municipal de Mobilidade (CMM), afirmou que a cidade tem que dar mobilidade ampla para as pessoas. "O Código Brasileiro de Trânsito fala em defender os mais vulneráveis no trânsito: ciclistas, pedestres e crianças. As pessoas podem ter um carro na garagem, mas devem ter a opção de não usá-lo", afirmou.

Contribuíram ainda com a audiência os secretários municipais de Cultura, Tatiana Sá; Esportes e Lazer, Flávio Ismael da Silva Oliveira, e Obras, Leandro Dias Joaquim.

Tatiana falou sobre as rotas de ciclismo cultural que planeja implantar na cidade.

Flávio apresentou um plano das ações que a Semel pode desenvolver em apoio à proposta de ampliar a extensão do sistema cicloviário.

Leandro Dias adiantou que já possui os custos necessários para a implantação de alguns trechos das ciclovias.

Também participaram Fabiana Lima (que representou a Emdurb) e Érick Luciano Mulato, ambos integrantes do CMM, e a representante do projeto Pedal em Ação, Fabrícia Kasam.

Diferenças entre estruturas

Em um sistema cicloviário, cada estrutura possui suas próprias características. Nas ciclovias existe uma separação física entre as bicicletas, os carros e as motos e as pistas são destinadas exclusivamente para a circulação de ciclistas. Nas ciclofaixas, a pista em que os veículos e as bicicletas circulam é a mesma, mas há a separação dos espaços exclusivos para os ciclistas pela pintura do solo. E as ciclorrotas são as estruturas mais simples: vias como ruas e avenidas que partilham o fluxo de transportes motorizados com as bicicletas e costumam apresentar um movimento menor de veículos.

Nas ciclofaixas de lazer, uma faixa da pista é reservada em um horário e dia específico para os ciclistas circularem. A separação física costuma ser feita por cones.

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