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Política

Atos contra Bolsonaro não fazem frente ao 7 de Setembro

Movimentos deste domingo misturaram direita, centro e esquerda rachados

por FolhaPress

14/09/2021 - 05h00

São Paulo - Cinco dias depois dos atos encabeçados por Jair Bolsonaro no 7 de Setembro, manifestantes foram às ruas de diversas capitais neste domingo (12) para pressionar pelo impeachment do presidente.

Os protestos, convocados pelo MBL (Movimento Brasil Livre) e pelo VPR (Vem Pra Rua), tiveram adesões na oposição para além da direita, reuniram presidenciáveis que tentam ser a terceira via para 2022, mas não fizeram frente à mobilização bolsonarista no feriado da Independência nem a atos anteriores liderados pela esquerda.

As manifestações atraíram alguns partidos e líderes de esquerda, mas com distanciamento do PT de Lula e resistência de setores que não queriam se unir a grupos que deram impulso ao impeachment de Dilma Rousseff em 2016.

Estiveram na avenida Paulista nomes cotados para a disputa ao Planalto em 2022, como Ciro Gomes (PDT), João Doria (PSDB), Luiz Henrique Mandetta (DEM) e Alessandro Vieira (Cidadania-SE).

Em São Paulo, principal termômetro no país, a avenida Paulista tinha à tarde diferentes concentrações, cujos públicos reunidos seriam suficientes para ocupar em torno de três quarteirões. No 7 de Setembro, houve perto de 11, semelhante à estimativa de atos da esquerda em junho.

Pela manhã, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador, São Luís, Vitória e Manaus também tiveram protestos com baixa adesão.

E o governo de SP multou autoridades por não usarem máscaras em ato na Paulista. Dez autoridades foram multadas: entre elas Ciro Gomes, João Amoêdo e deputada Joice Hasselmann.

Zé Trovão pede asilo

Articulador das manifestações de 7 de Setembro e dos bloqueios em estradas nos dias subsequentes, o caminhoneiro Marcos Gomes, mais conhecido como Zé Trovão, protocolou um pedido de asilo político ao governo mexicano.

Os documentos foram enviados às agências de notícias pelo seu advogado, Levi de Andrade.

No documento de solicitação ao governo mexicano, Zé Trovão diz ser vítima de perseguição política.

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