Bauru

Política

Rodrigo Agostinho defende criação e manutenção da Fersb em fala à CEI

Foi na gestão do atual deputado que a fundação foi criada; outro ex-prefeito, Clodoaldo Gazzetta, será ouvido na sexta

por Tânia Morbi

14/09/2021 - 05h00

Agostinho esteve na Câmara Municipal ontem de manhã

Em sua participação nesta segunda (13) na audiência da CEI da Fundação, que apura as relações contratuais entre a Prefeitura de Bauru e a Fundação Estatal Regional de Saúde da região de Bauru (Fersb), instaurada na Câmara de Bauru, o deputado federal Rodrigo Agostinho (PSB) pontuou as razões que levaram à criação da Fundação, em sua gestão, e não a contratar uma Organização Social para prestar os serviços da área da Saúde, e defendeu a manutenção dos serviços da Fundação, mas com adequações.

A CEI é presidida pelo vereador Pastor Bira (Podemos) e conta com a relatoria da parlamentar Estela Almagro (PT), e tem como membros os vereadores Coronel Meira (PSL), Chiara Ranieri (DEM) e Junior Lokadora (PP). Em resposta ao vereador Meira, o ex-prefeito alegou que o principal motivo para a criação da Fersb foi a grave falta de médicos nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), na época, especialmente aos finais de semana, e que, para sanar os problemas teria outras opções, mas todas as avaliações levaram a Fundação como melhor saída, tanto que chegou a negociar com uma entidade semelhante, de Botucatu, antes de decidir pela Fersb.

Relembrou que a mudança na forma de contratação da fundação pela prefeitura teve um apontamento do Ministério Público, e por isso foi feita a troca de contrato para convênio. Sobre a falta dos encontros de contas entre as duas partes e a devolução anual de saldos remanescentes, duas das principais questões apuradas pela comissão, e que nunca teriam ocorrido, mesmo estando previstas no estatuto da entidade, Rodrigo afirmou que na maior parte de sua gestão, após a criação da fundação, o serviço era pago apenas depois de prestado, com emissão de notas fiscais, o que eliminava a necessidade de prestação de contas, na sua avaliação.

Rodrigo Agostinho afirmou que manteria, mesmo hoje em dia, a Fundação como responsável pelas contratações na Saúde, mas apenas para os serviços de plantões. "Eu sou um defensor da Fundação. Acho que a O.S. (organização Social) pode ser útil para vários serviços que a prefeitura presta hoje, e dependendo de como for feito, com uma boa licitação, feita de forma muito transparente, a gente pode ter O.S, mas a fiscalização tem que ser muito mais rigorosa. Tem serviços que a prefeitura presta, com estrutura própria que poderiam ser feitos pelas O.S., mas a Fundação é a própria prefeitura com outro nome. Mesmo em eventual erros, como vocês identificaram na pandemia, tem tempo maior para poder reparar", opinou.

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