Bauru

Política

PS seguirá de 'portas fechadas' até final deste ano, pelo menos

Orlando Dias informou também aos vereadores, em reunião pública, projeto de criar um mini-hospital municipal

por Tânia Morbi

09/10/2021 - 05h00

Pedro Romualdo/Câmara Municipal

Alana Trabulsi e Orlando Costa Dias falam aos parlamentares

Os vereadores de Bauru participaram de uma reunião pública com o secretário de Saúde, Orlando Dias, nesta sexta-feira (8), para tratar da reabertura do Pronto-Socorro Central (PSC) O secretário reafirmou ao Legislativo o que já havia dito ao Jornal da Cidade sobre a manutenção do serviço com "portas fechadas" para atendimentos gerais, atendendo a politraumas urgências de casos clínicos e cirúrgicos, encaminhados pelo Corpo de Bombeiros e Samu. Segundo Costa Dias, o 'fechamento' deve ser estendido até o ano que vem e não apenas durante um mês, de acordo com o secretário, quando a prefeitura espera iniciar a implantação de um mini-hospital municipal.

A reunião pública ocorrida na Câmara dos Vereadores foi organizada após uma fiscalização supresa realizada pelos vereadores ao PSC, na segunda-feira (4). Vários deles disseram ter recebido denúncias de moradores por falta de atendimento. A fiscalização foi feita pelos vereadores Júnior Rodrigues (PSD), Estela Almagro (PT), Eduardo Borgo (PSL), Júnior Lokadora (PP), Julio Cesar (PP), Coronel Meira (PSL) e Markinho Souza (PSDB).

Também participou da reunião desta sexta a diretora do Departamento de Urgência e Unidades de Pronto Atendimento, Alana Trabulsi Burgo.

IDAS E VINDAS

Em uma das denúncias recebidas pelos parlamentares, um casal vítima de acidente de trânsito procurou a unidade da UPA Bela Vista, após a passageira ter fratura na perna. Na UPA, a mulher teria sido orientada a procurar o PS, mas, ao chegar à unidade central, foi cobrada sobre o papel de encaminhamento que deveria ter sido fornecido pela UPA, o que fez com que voltasse ferida até a Bela Vista. Após as idas e vindas e cerca de 4 horas, a paciente foi atendida.

MÃO DE OBRA

A prefeitura explicou que a manutenção do PSC com atendimento restrito ocorre devido à limitação no número de funcionários, pois os casos de Covid-19 eram atendidos por profissionais contratados pela Fundação Estatal Regional de Saúde (Fersb), em um contrato emergencial que teve fim neste mês, o que reduziu a mão de obra. Também a necessidade de espaço para atendimento foi apontada pelo secretário, já que o PSC precisa de vagas para os atendimentos realmente emergenciais, o que seria impossível com a unidade lotada por casos menos graves.

Porém, o secretário se comprometeu a aplicar treinamento aos funcionários das UPAS e do PSC para que nenhum paciente deixe de receber atendimento inicial ou encaminhamento adequado para outras unidades.

De acordo com Orlando, para criar um hospital municipal com capacidade para 15 leitos, no espaço onde funcionava o Posto Avançado Covid (PAC), serão necessários cerca de R$ 6 milhões, sendo que o custo mensal ainda não foi estimado.

 

INSATISFEITOS

De acordo com o vereador Júnior Rodrigues (PSD), que presidiu a reunião, a expectativa dos vereadores era de que o PSC voltasse a atender de portas abertas a toda população, por isso a notícia de que nada muda, por enquanto, não agradou aos vereadores.

Na opinião do vereador, para que o atendimento seja mantido como está será necessário, além de treinar os funcionários, melhorar a divulgação junto à população de como deve ser usado cada serviço, uma vez que o PSC voltou a ser referência em atendimento de urgência para o morador de Bauru. Também será necessário ampliar os serviços oferecidos nas UPAS. "Já que o PSC vai ficar fechado, o ideal é que as UPAS tenham pediatria e ortopedista, o que o secretário disse que será possível em janeiro. Vai ser preciso melhorar muito a divulgação da informação e dos procedimentos que vão adotar, porque a população não tem essa clareza, isso confunde a população", avaliou Júnior Rodrigues.

Ler matéria completa

×