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TSE rejeita novas propostas para processo eleitoral ainda deste ano

As sugestões rejeitadas foram feitas por membros das Forças Armadas dentro da Comissão de Transparência Eleitoral

por FolhaPress

10/05/2022 - 05h00

Agência Brasil

Tribunal Eleitoral responde às interpelações das Forças Armadas sobre eleições 2022

Brasília - O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) informou nesta segunda-feira (9) que rejeitou novas sugestões das Forças Armadas sobre o processo eleitoral de 2022. O TSE nega de forma assertiva 3 das 7 sugestões dos militares e diz que o restante já está em prática, ou seja, que não há o que mudar.

Em ofício enviado aos membros da CTE (Comissão de Transparência Eleitoral), órgão que tem uma cadeira para as Forças Armadas, o presidente do tribunal, ministro Edson Fachin, reafirma que o pleito deste ano terá segurança e assegura a realização de eleições íntegras no País.

O presidente Jair Bolsonaro disse, na última semana, que o tribunal deveria "agradecer" ao Ministério da Defesa pelas propostas e "tomar providências".

SEM ALTERAÇÕES

Na resposta divulgada nesta segunda, a equipe do TSE aponta que as Forças Armadas confundem "conceitos" e erram cálculos ao apontar risco de inconformidade em testes de integridades das urnas.

O tribunal rejeita alterar, na eleição deste ano, a forma de seleção das urnas que vão passar por este tipo de auditoria, apesar de reconhecer que a escolha pode mudar nos próximos pleitos.

O tribunal ainda repete que não há "sala secreta" de totalização dos votos, um argumento repetido, sem provas, pela equipe da presidência.

A equipe da Corte Eleitoral reafirma que já há mecanismos de reação caso alguma irregularidade na contagem dos votos seja detectada.

Em fevereiro, o TSE publicou em seu site documento com respostas a uma série de questionamentos das Forças Armadas. Depois disso, os militares enviaram, fora do prazo, segundo o TSE, outras sete propostas.

O ministro da Defesa, Paulo Sérgio Nogueira, e Bolsonaro cobraram na última semana a divulgação destes documentos. O que acabou acontecendo ontem já como resposta aos militares.

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