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CP tentará notificar prefeita nesta sexta, já que Suéllen Rosim está hoje em São Paulo

Prefeitura ainda não confirma, mas ela estaria conversando com renomado advogado para pedir na Justiça um mandado de segurança visando anular a criação da CP

23/06/2022 - 05h48

Priscila Campolim/Arquivo

Suéllen Rosim, prefeita de Bauru

Sem conseguir localizar a prefeita Suéllen Rosim (PSC) desde ontem (quarta-feira), data inicial prevista para a notificação oficial a ela sobre a instauração da Comissão Processante (CP), os integrantes da comissão decidiram nesta quinta-feira (23), em encontro na Câmara, tentar fazer pessoalmente a notificação nesta sexta-feira (24). Apenas após a notificação é que começam a contar os prazos para a defesa da prefeita e decisão da comissão pela proposta de cassação do mandato ou arquivamento da denúncia.

Inicialmente, a notificação estava prevista para quarta-feira, mas as tentativas de localizar a prefeita durante o dia foram frustradas, segundo a presidente da CP, Chiara Ranieri (União Brasil). Durante a reunião desta quinta (23), em contato direto com o gabinete, por telefone, a vereadora foi informada de que a prefeita permaneceria em São Paulo durante todo dia, por isso um horário para a notificação nesta sexta (24) seria marcado ainda hoje pelo gabinete. Suéllen estaria reunida com advogado para, possivelmente, levar o caso à Justiça (leia mais abaixo).

Chiara também comentou que a comissão foi procurada por um advogado em nome da prefeita Suéllen Rosim (PSC), que tentou ter acesso à ata da sessão em que foi instaurada a Processante e sua primeira reunião de trabalho. O documento não foi entregue, segundo Chiara, por não estar, até então, aprovado pelos componentes. O que foi feito no reunião desta quinta.

JUDICIALIZAÇÃO

Surgiram informações nesta quarta-feira (22) à noite, não confirmadas oficialmente até agora (quinta), mas adiantadas hoje pelo JC/JCNET, de que a prefeita Suéllen Rosim estaria planejando acionar a Justiça para tentar anular, liminarmente, a decisão da Câmara Municipal pela instalação de Comissão Processante (CP) devido às compras de imóveis para a Educação, feitas em 2021.

Com advogado particular (há rumores de ela estaria consultando, na Capital paulista, o renomado advogado Nelson Willians), a prefeita tentaria provar que houve erro de formalidade no pedido e na votação. Como é decisão livre e soberana de outro Poder (Legislativo), a Justiça não entra no mérito da discussão, mas se houver erro de encaminhamento, pode determinar a anulação do ato do Legislativo.

BASTIDORES

Enquanto isso, segue fervendo nos bastidores o resultado da sessão de segunda-feira da Câmara. Principalmente a reviravolta no voto do vereador Pastor Bira (Podemos), ocorrida durante a votação que determinou a abertura da CP. Lideranças do grupo situacionista já mapearam boa parte dos fatos e agora começam a trabalhar para que situação semelhante não ocorra nas próximas votações da CP.

Ainda ontem (quarta-feira), após a volta de Suéllen de Brasília, houve uma reunião para avaliar o quadro que se formou com a instalação e as primeiras decisões da Processante. A prefeita tem sido aconselhada a analisar a situação com muita frieza, sem rancor, para que o encaminhamento da defesa do governo não complique ainda mais um quadro que, se não é desesperador, é preocupante. CP é diferente de CEI. Bem mais imprevisível.

Pelo que a reportagem apurou, na manhã desta quarta-feira (22), um servidor do Legislativo designado pela CP esteve na sede da Prefeitura de Bauru para entregar o ofício com a denúncia, sendo que o documento precisa ser entregue em mãos. Mais tarde, vereadores foram informados que Suéllen Rosim cumpriria agenda externa, sem informar em quais locais, conforme nota pública elaborada pela assessoria de imprensa da presidente da CP, Chiara Ranieri.

De acordo com ela, outras tentativas de encontrá-la foram feitas, sem sucesso. Hoje, soube-se que ela estaria em São Paulo e que amanhã deve receber a notificação da CP,m em horário a ser agendado.  

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