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Garça abriga um paraíso de feras

A cidade possui propriedade onde são criados oito tigres e quatro leões por um homem de 81 anos, que já foi organizador de safaris na África

por Ricardo Santana

09/03/2008 - 07h00

Garça - O rugido de uma fera preenche a sala tomando a atenção de todos, como se o animal estivesse no ambiente. Na realidade, a propriedade onde vive o pecuarista Jorge Alves de Lima Filho, 81 anos, quando está em Garça (70 quilômetros de Bauru), abriga oito tigres e quatro leões. O casarão fica encravado na fazenda Kirongozi, onde os felinos têm espaço reservado e liberdade. “Esse som é música, pra mim”, afirma Lima, que já foi caçador na África.

Nascido em São Paulo, atualmente Lima dedica-se ao paraíso das feras que criou em Garça, em fazenda adquirida em 1969, onde cria atualmente 1.200 cabeças de gado da raça nelore. O santuário criado para as feras não é aberto à visitação pública. Lima possui uma licença especial para criar animais exóticos, expedida pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

Ele explica que cada felino adulto come em média até cinco quilos de carne por dia. O responsável pela alimentação é o tratador Antonio Dias Peixoto, que conhece cada bicho criado na Kirongozi. Aliás, as feras comem, literalmente, na mão do tratador.

A imponência é uma marca das feras criadas por Lima. Leões e tigres têm cada um sua beleza particular. Atualmente, dois filhotes de tigres de 10 meses, Raji e Oriça, recebem atenção especial do tratador. Filhotes mais pela idade do que propriamente pelo porte, pois Raji e Oriça não são menos perigosos que os tigres e leões adultos. Antonio rola com os filhotes demonstrando uma relação de cumplicidade, em que recebe afagos dos tigres. Porém, sabe como repreendê-los carinhosamente para evitar excessos na presença de visitantes, como as equipes de reportagem do Jornal da Cidade e da revista Vigor Econômico.

Como leões e tigres vivem soltos numa área cercada, a presença de visitantes não representa uma ameaça. Lima diz que os tigres e leões, vivendo na selva, não atacam seres humanos. Os ataques, segundo o caçador, ocorrem apenas em situações excepcionais. Como as que ele protagonizou como caçador. “Tive bastante escapadas por um fio da navalha”, sorri Lima, como se tivesse revendo um filme que não lhe escapa da memória.

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