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Homem confessa ter espancado cão até a morte

O motivo do crime seria a recusa do cão em cruzar com a cadela dele

por Lilian Grasiela

14/03/2012 - 20h30

Um porteiro de 49 anos, morador do bairro Labate, confessou ter espancado um cachorro da raça poodle até a morte, na manhã da última terça-feira (14), em Lins (102 quilômetros de Bauru). Encaminhado à delegacia, ele foi ouvido e liberado para responder pelo crime em liberdade. A dona do cão, que mora no jardim Morumbi e pediu para que o seu nome não fosse divulgado, espera que o acusado seja punido.

De acordo com ela, seu cachorro era macho e tinha 11 anos de idade. A mulher conta que, no domingo à tarde, ele saiu de casa para fazer suas necessidades, como fazia todos os dias, mas não voltou. Desesperada, na segunda-feira (12) de manhã, ela procurou uma emissora de rádio da cidade para anunciar o desaparecimento do animal de estimação. “Na terça-feira de manhã, fizeram uma ligação anônima falando onde o cachorro estava e que a pessoa judiava dele”, diz.

Após receber a notícia, o marido dela foi até o endereço informado pelo denunciante com a fotografia do cão. “A vizinhança disse que era nosso animal mesmo e que o homem tinha maltratado ele a noite inteira e, de manhã, também tinha batido no cachorro”, declara. Quando o auxiliar geral J.D.D.R.J. chegou em casa, a Polícia Militar foi chamada e ele acabou confessando que havia matado o animal.

A dona do poodle acredita que o acusado tenha achado o cão na rua e o levado para casa. “Ele disse que ficou nervoso porque o cachorro não cruzou com a cadela dele e chutou ele até matar na terça-feira de manhã”, diz. “Ele confirmou que matou, botou em um saco de lixo e o lixeiro passou e levou. Eu esperava que ele ficasse preso mas, infelizmente, disseram que só prendem se aparecesse o cachorro morto”.

O caso foi registrado no 1º Distrito Policial (DP) de Lins como “Praticar Ato de Abuso à Animais”. Nesta quarta-feira, a reportagem tentou conversar com o delegado responsável pela unidade, André Ricardo Hauy, mas foi informada de que ele só estaria no local amanhã pela manhã. O acusado não foi localizado pela reportagem para falar sobre o assunto.

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