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Em cinco anos, prefeitura já castrou 1.234 animais de graça

Iniciativa voltada para cães e gatos abandonados é oferecida a moradores

26/03/2016 - 07h00

Divulgação
Programa de castração de cão e gato é oferecido pela rede de saúde

A falta de consciência de parte dos donos de animais domésticos tem gerado problemas em Agudos (13 quilômetros de Bauru). Ao abandonar filhotes de cães e gatos nas ruas aumentam também as chances da proliferação de doenças no município. Para evitar que esta situação continue causando problemas de saúde nos agudenses, a prefeitura criou há mais de cinco anos, uma campanha de castração animal gratuita. O projeto oferece cirurgia com médico veterinário especializado. O objetivo é evitar o aumento dos casos de animais abandonados em Agudos.

No ano passado, a iniciativa promoveu a castração em 511 animais, entre cães e gatos. O número é o maior já registrado desde que o programa foi implementado no município. Ao todo, desde 2011, o município já castrou um total de 1.234 animais.

De acordo com o prefeito Everton Octaviani (PMDB), a meta para este ano é superar os índices anteriores. O prefeito afirma que para 2016, a expectativa é que sejam realizadas cerca de mil cirurgias em cães e gatos.

“É a forma que encontramos para auxiliar os moradores. Os animais castrados não podem se reproduzir e isso combate o abandono, além de diminuir a superpopulação animal nas ruas da cidade. Já fazemos a microchipagem também, que é uma tecnologia para identificar o animal com dados de seu dono, registro de vacinas e outras especificações, mas precisamos da colaboração de todos que amam e cuidam de seus bichos para o sucesso desta iniciativa. É uma política pública que oferece auxílio nos cuidados com os animais abandonados”, afirmou.

De acordo com Everton, a criação de um canil municipal não é a solução imediata para evitar o abandono. “Nós temos que ter o cuidado para que o canil municipal não vire um depósito de animais. Por isso, investimos em políticas de cuidado com a saúde do animal, identificação e castração, para que o seu dono não abandone, nem nas ruas, nem no canil. Um canil pode vir a nos auxiliar no futuro, mas primeiro é preciso investir na saúde do animal”, diz Octaviani.