Bauru e grande região

Regional

Iacanga tem mortes por dengue e H1N1

Segundo a Secretaria de Saúde, uma mulher de 36 anos e um homem de 49 morreram em abril deste ano; os casos foram confirmados recentemente

por Cinthia Milanez

24/06/2016 - 07h00

Divulgação
Mônica Rodrigues Alves de Oliveira (no detalhe) morreu no HB de Bauru no dia 3 de abril deste ano

A Secretaria de Saúde de Iacanga (50 quilômetros de Bauru) confirmou duas mortes, sendo uma por dengue e outra por H1N1. Mônica Rodrigues Alves de Oliveira, de 36 anos, que vivia na cidade, morreu vítima de dengue. O outro paciente, um homem de 49, cuja identidade não foi divulgada, também morador do município, veio a óbito após contrair o vírus H1N1. Eles morreram no mês de abril, mas os casos foram confirmados há poucos dias.

Conforme o JC já noticiou, Mônica foi internada com sintomas de dengue e transferida para Bauru, onde morreu. Ela já tinha problemas de saúde e, no final de março, deu entrada na Santa Casa da cidade com febre, além de dores e manchas avermelhadas pelo corpo.  Inicialmente, a equipe médica suspeitou que a mulher estivesse com dengue hemorrágica. 

Agravamento

Como o quadro de saúde da paciente se agravou, no dia 29 de março, ela foi transferida para o Hospital de Base de Bauru (HB), onde chegou a ficar internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Quatro dias depois, Mônica não resistiu e acabou morrendo. Na época, a contaminação pelo vírus H1N1 também estava sendo investigada.

Quem, de fato, morreu vítima desta doença foi outro morador de Iacanga, de 49 anos. Ele deu entrada na Santa Casa da cidade no dia 4 de abril. No dia seguinte, foi transferido para o Hospital Estadual de Bauru (HEB). Dois ou três dias depois, morreu. Antes dele, o município não havia registrado nenhum caso de H1N1 em toda a sua história.

Números

Segundo a Secretaria de Saúde de Iacanga, dos 66 casos de dengue notificados na cidade, de janeiro a maio deste ano, foram confirmados 32. Já em 2015 inteiro, foram 121 ocorrências positivas, das 185 notificações. Secretária Municipal de Saúde interina, Vivian Previero Goulart alega que todas as casas do município são visitadas a cada três meses, com o intuito de combater eventuais abrigos da larva do Aedes aegypti, que é o mosquito causador da doença.