Bauru e grande região

Regional

Paixão total por Kombi

Funileiro de Reginópolis direcionou negócio na restauração de veículos antigos para depois vendê-los para Inglaterra, Nova Zelândia e Bélgica

por Aurélio Alonso

02/09/2018 - 07h00

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Kombi picape restaurada pertencente a Clóvis Borges, advogado em Pirajuí

Neste domingo é o Dia Nacional da Kombi. Há 61 anos foi fabricado o primeiro veículo do tipo da linha de produção da Volkswagen do Brasil, sendo também a primeira fábrica fora da Alemanha. De 1957 até 2013 esse modelo em forma de pão de forma acabou produzido em grande escala.

Por exigência de novas normas de segurança de trânsito no Brasil, como a obrigatoriedade da instalação de freios ABS e airbag duplo, selaram o fim de um dos veículos de carga que mais durou na indústria automobilística nacional. Até hoje é procurado por colecionadores do Brasil e do Exterior. Em Reginópolis, um funileiro, que veio de São Paulo, virou um "especialista" na recuperação desse tipo de utilitário e já enviou modelos ao exterior.

Na região há várias oficinas que reformam Kombis antigas. E a paixão por esse veículo extrapola as fronteiras. Os alemães também têm uma memória afetiva por esse utilitário que parou de ser produzida por lá em 1979. Por isso procuram no Brasil os modelos, porque ainda foi fabricada até seis anos atrás.

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Kombi já restaurada que vai para o exterior e passou por funilaria de Reginópolis

A Kombi foi idealizada na década de 40 por Ben Pon. A ideia do holandês era utilizar o conjunto mecânico do Fusca em um veículo leve de carga, porém o modelo "nasceu" na Alemanha em 1950 e chegou ao Brasil sete anos depois e por ser um veículo barato em relação a outros utilitários, principalmente para feirantes, categoria que ganhou a preferência. Se não parasse a produção teria muito mercado.

O nome vem do alemão Kombinationsfahrzeug que significa dizer "veículo combinado de uso misto", mas o brasileiro simplificou e registrou Kombi, também conhecida por perua. Nos Estados Unidos, da era Hippie nos anos 60, foi o símbolo da contracultura.

O pioneirismo desse carro no Brasil foi tão grande que somente dois anos depois começaria a ser fabricado o Fusca brasileiro, na mesma unidade industrial. O veículo também é conhecido por "Velha Senhora".

Na região, há vários "aficionados" por esse veículo. O advogado de Pirajuí Clóvis Borges é um colecionador de Kombis. Ele descobriu o mercado externo e influenciou pelo menos dois funileiros a investirem nesse tipo de restauração. Até mesmo uma pequena oficina, localizada no Distrito da Estiva no município de Pirajuí, faz restauração de Kombi.

O funileiro João Donizete Brabo Castro, o "Latinha" e mais um ajudante, Kelvin Santana Ribeiro, trabalham pesado na recuperação de perua antiga encomendada por um norte-americano. "É um trabalho difícil e artesanal. A gente reconstrói tudo", conta.

Funileiro restaura Kombi para o exterior

O funileiro Almir Maldonado veio de São Paulo e se estabeleceu em Reginópolis com uma oficina que se tornou conhecida na restauração de Kombis antigas. A maior parte do que recuperou de veículos estavam pura sucata que após passar por uma "reconstrução" tem sido vendida para o Exterior, em países como Inglaterra, Alemanha, Nova Zelândia e Bélgica. Um total de 36 Kombis foram restauradas.

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Kombi que foram restauradas na funilaria de Reginópolis e foram encomendadas por colecionadores

O seu estabelecimento de funilaria atendia a todo tipo de cliente até 2013. Nos últimos cinco anos cresceu tanto a procura para restauração que se especializou somente em Kombi, com uma equipe de cinco pessoas, entre pintores, funileiros e preparadores. É o único na região de Bauru que faz a recuperação de Kombi numa média de seis por ano. Há, no entanto, outros pequenos funileiros em Iacanga e Jaú.

Maldonado tem pedido para entregar até 2025. Em estoque tem guardado 18 kombis, a maior parte comprada já usada, de preferência as de modelos mais antigas têm preferência dos colecionadores. Uma sucata desse utilitário chega a valer R$ 4 mil. Depois de pronta, o preço varia de R$ 100 mil a R$ 105 mil.

Os estrangeiros, principalmente alemães, têm predileção pela Kombi. O Brasil foi um dos últimos países a suspender a produção desse tipo de veículo, que teve início em 1957 e foi atá 2013.

A primeira restauração de Maldonado em Reginópolis foi solicitada por uma advogado de Pirajuí, Clóvis Borges. Ele já customizou e restaurou várias Kombis e as revendeu para clientes no exterior.

Aurélio Alonso
Alimir Maldonado se especializou em restaurar Kombi em Reginópolis

Borges promove evento anual em Pirajuí de carros antigos, mas gosta muito de perua Kombi, o seu pai teve uma e vem da infância a "paixão" pelo utilitário (leia texto nesta página).

Maldonado conta que Borges pediu em 2015 para restaurar uma Kombi para a Inglaterra. Somente o teto solar não foi feito, o chamado reg way que é moda atualmente. É uma adaptação que ingleses e alemães adoram.

O interesse pela kombi brasileira na Alemanha tem uma explicação: lá é difícil encontrar uma usada para passar por restauração. A fabricação do utilitário pelos alemães parou em 1975 . "Os alemães gostam da kombi em que a frente parece uma corujinha, lá chamam de jarrinha", conta Maldonado.

A Volkswagen descontinuou a fabricação de Kombi, porque as novas exigências brasileiras de segurança de trânsito obrigavam o utilitário sair de fábrica com equipamentos de segurança: airbag e freio ABS. Pelo design antigo não teria como adaptar o airbag, a montadora decidiu não produzir mais o modelo, porém as peças continuam a ser fabricadas porque ainda há muitos veículos em circulação. "As peças voltaram a ser fabricadas, é possível achar tudo: assoalho, lataria, pé de coluna e tudo que é necessário", conta Almir.

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O trabalho de restauração é artesanal

O barracão da Kombi Raplair só tem Kombi no momento e uns poucos veículos de outra marca na porta. Ali são restauradas as utilitária para uma clientela seleta do exterior. Muitas das sucatas são compradas em cidades do Estado do Paraná.

A preferência para restauração é de veículos de  1972 e 1975. "Os modelos de Kombi dos anos 1968 e 1969 são mais difícil de achar, as mais antigas valem mais. Quem tem pede um absurdo. Já houve proposta de vender por R$ 30 mil uma Kombi em péssimo estado de conservação. Pedem muito por causa do ano", conta. 

Há um segundo lote das chamadas Kombi Clipper do ano 1976 que são as adaptações da utilitária que já havia no mercado europeu. Esse modelo tem a frente para-brisa único, portas dianteiras iguais as da versão europeia, que ganharam vidros que poderiam ser abaixados por manivelas, e lanternas traseiras maiores.

Maldonado conta que a Kombi Clipper é uma nova tendência que vem gerando interesse, principalmente por colecionadores alemães. Essas são os modelos de 1976 em diante. "O colecionador gosta das mais antigas, principalmente porque o para brisa (batizado de Safari) pode ser móvel e o teto solar reg way. Na verdade estão fazendo réplica de como eram as Kombi alemãs", conta.

É um mercado em expansão. O próximo alvo é o mercado japonês que gosta de Kombi e Fusca. 

Advogado de Pirajuí descobriu o 'filão'

O funileiro Almir Maldonado veio de São Paulo e se estabeleceu em Reginópolis com uma oficina que se tornou conhecida na restauração de Kombis antigas. A maior parte do que recuperou de veículos estava pura sucata, que após passar por uma "reconstrução" tem sido vendida para o Exterior, em países como Inglaterra, Alemanha, Nova Zelândia e Bélgica. Um total de 36 Kombis foram restauradas.

O seu estabelecimento de funilaria atendia a todo tipo de cliente até 2013. Nos últimos cinco anos cresceu tanto a procura para restauração que se especializou somente em Kombi, com uma equipe de cinco pessoas, entre pintores, funileiros e preparadores. É o único na região de Bauru que faz a recuperação de Kombi numa média de seis por ano. Há, no entanto, outros pequenos funileiros em Iacanga, Pirajuí, Jaú e região.

Maldonado tem pedido para entregar até 2025. Em estoque tem guardado 18 kombis, a maior parte comprada já usada, de preferência modelos mais antigos que têm preferência dos colecionadores. Uma sucata desse utilitário chega a valer R$ 4 mil. Depois de pronta, o preço varia de R$ 100 mil a R$ 105 mil.

Os estrangeiros, principalmente alemães, têm predileção pela Kombi. O Brasil foi um dos últimos países a suspender a produção desse tipo de veículo, que teve início em 1957 e foi até 2013.

Aurélio Alonso
Almir Maldonado, Keven Marques Torres de Camargo, Dario Augusto de Brito Leal, Riquer Cesar Simão, Mario Junior de Oliveira Filho e Carlos Eduardo Jesus Pereira

A primeira restauração de Maldonado em Reginópolis foi solicitada por uma advogado de Pirajuí, Clóvis Borges. Ele já restaurou várias Kombis e as revendeu para clientes no exterior.

Borges promove evento anual em Pirajuí de carros antigos, gosta muito de perua Kombi, o seu pai teve uma e a "paixão" pelo utilitário vem da infância (leia texto ao lado).

Maldonado conta que Borges pediu em 2015 para restaurar uma Kombi que foi vendida para a Alemanha. Somente o teto solar não foi feito, o chamado reg way que é moda. É uma adaptação que ingleses e alemães adoram.

O interesse pela Kombi brasileira na Alemanha tem uma explicação: lá é difícil encontrar usada para passar por restauração. A fabricação do utilitário pelos alemães parou em 1975 . "Os alemães gostam da Kombi em que a frente parece uma corujinha, lá chamam de jarrinha", conta Maldonado.

A Volkswagen descontinuou a fabricação de Kombi devio as novas exigências brasileiras de segurança de trânsito obrigavam o utilitário sair de fábrica com equipamentos de segurança: airbag e freio ABS. Pelo design antigo do veículo não teria como adaptar o airbag, a montadora decidiu não produzir mais o modelo, embora as peças continuam a ser fabricadas, ainda há muitos veículos em circulação. "As peças voltaram a ser fabricadas, é possível achar tudo: assoalho, lataria, pé de coluna e tudo que é necessário", conta Almir.

O barracão da Kombi Raplair só tem Kombi no momento e uns poucos veículos de outra marca na porta. Ali são restauradas as utilitária para uma clientela seleta do exterior. Muitas das sucatas são compradas em cidades do Estado do Paraná.

A preferência para restauração é de veículos de 1972 e 1975. "Os modelos de Kombi dos anos 1968 e 1969 são mais difícil de achar, as mais antigas valem mais. Quem tem pede um absurdo. Já houve proposta de vender por R$ 30 mil uma Kombi em péssimo estado de conservação. Pedem muito por causa do ano", conta. 

Há um segundo lote das chamadas Kombi Clipper do ano 1976 que são as adaptações da utilitária que já havia no mercado europeu. Esse modelo tem o para-brisa único, portas dianteiras iguais às da versão europeia, que ganharam vidros que poderiam ser abaixados por manivelas, e lanternas traseiras maiores. "O colecionador gosta das mais antigas, principalmente porque o para-brisa (batizado de Safari) pode ser móvel e o teto solar reg way. Na verdade estão fazendo réplica de como eram as Kombi alemãs", conta. É um mercado em expansão. O próximo alvo é o mercado japonês que gosta de Kombi e Fusca. 

Na Estiva tem restaurador

O Distrito de Santo Antonio da Estiva fica a 10 quilômetros de Pirajuí. É uma localidade rural pequena, bucólica, que foi anexada ao atual município em 1948, quando desmembrou de Pirajuí os distritos de Balbinos, Pongaí e Reginópolis elevando-os à categoria de município. Sob o mesmo decreto lei foi criado o distrito, com terras desmembradas dos distritos de Balbinos e Uru e anexado ao município de Pirajuí. Já no final do distrito, próximo a uma mangueira, em uma pequena chácara fica a funilaria e pintura do Brado. Ali também restaura Kombi e veículos antigos.

Apesar da simplicidade do local, com um pequeno barracão com vários carros e latarias desmontadas, é onde João Donizete Brabo Castro, conhecido de "Latinha", junto com um o auxiliar Kelvin Santana Ribeiro, "trabalha duro" como faz questão de destacar na restauração de uma Kombi, encomenda feita por um escocês que trabalha na Marinha britânica.

A funilaria de Brabo não tem tanta ferramenta como a de Reginópolis, bem mais estruturada e com mais pessoas trabalhando na reforma de Kombi.

Aurélio Alonso
Kelvin Santana Ribeiro e João Donizete Brabo trabalham na restauração de Kombi no Distrito da Estiva

O primeiro veículo reformado pelo advogado Clóvis Borges foi uma Kombi ano 1964. Brabo aceitou o desafio de restaurar a sucata adquirida de um pedreiro.

Com experiência na funilaria tendo trabalhando em São Paulo e com irmãos na mesma profissão em Pirajuí, Brabo conta que decidiu comprar uma pequena chácara no Distrito de Estiva e lá montar a funilaria. O local é bem bucólico. O silêncio e pio dos passarinhos só são quebrados ao sim de um rádio ligado em uma emissora de FM para "animar" o ambiente.

O funileiro é muito requisitado para a restauração de carros antigos. No momento trabalha em uma Kombi, mas caminhões antigos, fusca e todo tido de "lata velha" são reconstruídas conforme encomenda. Um colecionador de carro de Novo Horizonte, regularmente manda alguns de seus veículos, camaros para retoques e reforma.

No barracão tem uma sucata de uma Kombi que é herança de família. "Meus irmãos são funileiros, mas eles não quiseram a relíquia para restaurar. Pretendo fazer isso um dia", aponta Brabo para o "esqueleto" de kombi ali estacionada já cinco anos. Por enquanto a prioridade são os pedidos, pelo menos quatro foram restaurados por ele por encomenda do advogado Clóvis Borges e outras duas para um colecionador de Cafelândia.

"É um trabalho artesanal, porque praticamente é reconstruído todo o veículo. Quando chega aqui é só a lataria. Tudo tem que ser recuperado", conta Brabo.

Os mais interessados na restauração geralmente são estrangeiros que por indicação acabam procurando o funileiro. "Não faço nenhuma divulgação. Acaba aparecendo. Os estrangeiros são bons para negócio. O que você combina, eles pagam. Não são iguais brasileiros que ficam regateando o preço", conta o funileiro.

Brabo "vive" praticamente na oficina e até nos finais de semana trabalha na recuperação de carro antigo, alguns demoram até sete meses. Apesar de não ter ferramenta sofisticada e nem estufa, Brabo garante que a pintura é de "qualidade". 

Modelos de Kombi

Acervo VW
Edição comemorativa lançada em 2007, que marcou os 50 anos de produção do utilitário

O Distrito de Santo Antonio da Estiva é uma localidade rural bucólica anexada em 1948, quando desmembrou de Pirajuí os distritos de Balbinos, Pongaí e Reginópolis elevando-os à categoria de município. Sob o mesmo decreto-lei foi criado o distrito, com terras desmembradas dos distritos de Balbinos e Uru e anexado ao município de Pirajuí. No final da estrada que corta o distrito, próximo a uma mangueira, em uma pequena chácara fica a funilaria e pintura do Brado. Ali também restaura Kombi e veículos antigos de qualquer marca.

Apesar da simplicidade do local, com um pequeno barracão onde há carcaças de carros e latarias desmontadas, é onde João Donizete Brabo Castro, conhecido de "Latinha", junto com um o auxiliar Kelvin Santana Ribeiro, "trabalham duro" como faz questão de destacar na restauração de uma Kombi, encomenda feita por engenheiro de navegação norte-americano que vai levar o veículo para a Escócia .

Acervo WV
1950 - Primeira Kombi importada a chegar ao Brasil, que funcionaria como Escola Técnica Autos e viajaria por tofo o territótio brasileiro, oferecendo assistência técnica Brasmotor. Celestino Gutierrez,instrutor e seu assistente,Iride Bocaleti.

A funilaria de Brabo não tem tanta ferramenta como a de Reginópolis, bem mais estruturada e com mais pessoas trabalhando na reforma de Kombi.

O primeiro veículo reformado pelo advogado Clóvis Borges foi uma Kombi ano 1964. Brabo aceitou o desafio de restaurar a sucata adquirida de um pedreiro.

Com experiência em funilaria tendo trabalhado em São Paulo e com irmãos na mesma profissão em Pirajuí, Brabo conta que decidiu comprar uma pequena chácara no Distrito de Estiva e lá montar a funilaria, depois de ter residido em Itaju e o município sede Pirajuí, localizado a 10 quilômetros. O local é bem bucólico. O silêncio e o pio dos passarinhos só são quebrados ao som de um rádio ligado em uma emissora de FM tocando música sertaneja para "animar" o ambiente. O funileiro é muito requisitado para a restauração de carros antigos. No momento trabalha em uma Kombi, mas caminhões antigos, fusca e todo tido de "lata velha" são reconstruídas conforme encomenda. Um colecionador de carro de Novo Horizonte, regularmente manda alguns de seus veículos, dos quais Camaros para retoques e reforma.

Acervo VW
Em 1981 é lançada a Kombi a diesel nas versões furgão e picape cabine dupla

No barracão tem uma sucata de uma Kombi que é herança de família. "Meus irmãos são funileiros, mas não quiseram a relíquia para restaurar. Pretendo fazer isso um dia", aponta Brabo para o "esqueleto" da kombi ali estacionada já há cinco anos. Por enquanto a prioridade são os pedidos, pelo menos quatro foram restaurados por ele por encomenda do advogado Clóvis Borges e outras duas para um colecionador de Cafelândia.

"É um trabalho artesanal, praticamente é reconstruído todo o veículo. Quando chega aqui é só a lataria. Tudo tem que ser recuperado", conta Brabo.

Os mais interessados na restauração geralmente são estrangeiros que por indicação de colecionar acabam procurando o funileiro na Estiva. "Não faço nenhuma divulgação. Não sei nem como pegou a fama pelo meu serviço. Deve ser a qualidade do que eu faço e a coragem, acaba aparecendo. Os estrangeiros são bons para negócio. O que você combina eles pagam. Não são iguais a brasileiros que ficam regateando o preço", conta o funileiro. Brabo "vive" praticamente na oficina e até nos finais de semana trabalha na recuperação de carro antigo, alguns demoram até sete meses. Apesar de não ter ferramenta sofisticada e nem estufa, Brabo garante que a pintura é de "qualidade".