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Deputado Ricardo Madalena quer barrar mensalidade cobrada do pedágio eletrônico

Parlamentar reeleito também propõe que o estado execute obras em vicinais

por Lilian Grasiela

11/10/2018 - 07h00

Santa Cruz do Rio Pardo - O engenheiro civil Ricardo Madalena (PR), de Santa Cruz do Rio Pardo (90 quilômetros de Bauru), reeleito no último domingo (7) com 77.554 votos para o segundo mandato de deputado estadual, contou que irá continuar defendendo o fim da mensalidade do pedágio eletrônico, novos testes da chamada "pílula do câncer" e projeto que obriga o estado a executar obras em vicinais.

Na sua estreia como candidato, em 2014, Madalena teve 45.771 votos. Para ele, o aumento expressivo de votos que recebeu nesta eleição, frente a uma renovação de 55% na Assembleia Legislativa, mostra que a população aprovou a sua atuação. "Eu acho que o trabalho está sendo reconhecido e está sendo bem feito. Devo continuar na mesma linha de trabalho", declara.

O deputado conta que pretende priorizar os setores de infraestrutura e saúde e ressaltou sua mobilização neste mandato por melhorias em rodovias como a Raposo Tavares (SP-270) e a Engenheiro João Baptista Cabral Rennó (SP-225). Por meio de projeto em tramitação, ele defende o fim da cobrança de taxas de adesão e mensalidades para quem usa dispositivos eletrônicos para a cobrança automática de pedágio.

"É uma aberração a cobrança dessa taxa. Ele é cobrada há mais de dez anos com a anuência da Artesp (Agência de Transporte do Estado de São Paulo), órgão do governo", afirma. "(A lei) será um bem para todos nós usuários. Elas (as concessionárias) arrecadam em torno de R$ 70 milhões por mês, quase R$ 1 bilhão por ano, tirando R$ 20,00 por mês de cada usuário".

SOS VICINAIS

Madalena diz que também cobra do estado criação do "SOS Vicinais", projeto por meio do qual o governo paulista deverá recuperar a malha de vicinais pavimentadas. "Os nossos governantes municipais mal tem recursos para fazer o pagamento de suas obrigações", justifica. Vetado pelo Executivo Paulista, o projeto de lei do deputado que cria o programa retornou à Assembleia, que poderá derrubar o veto.

O parlamentar revela, ainda, que continuará defendendo a realização de novos testes da fosfoetanolamina, a chamada "pílula do câncer". "Eu fui relator da CPI que investigou os testes", afirma. "Eu falo com toda a convicção, como deputado, que os testes foram fraudados. Nós temos que fazer novos testes para ver a viabilidade desta pílula, quanto as pessoas têm que consumir e o tipo de câncer que ela faz mais efeito".